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Revista Meus Peixes

Evitando doenças nos peixes - Prevenir é o melhor remédio

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Em Curso Evitando doenças nos peixes - Prevenir é o melhor remédio

Mensagem por Mario Manzo em 16/9/2013, 01:48

Evitando doenças nos peixes - Prevenir é o melhor remédio

Ultimamente tenho visto um crescente volume de mensagens circulando pela internet, onde aquarístas desesperados buscam informações sobre como curar seus queridos peixes.
Esse pequeno artigo tem como objetivo ensinar como evitar doenças ao invés de curá-las.

Você pode estar se perguntando: - Mas ... o que pode ser feito para evitar doenças?

O processo é relativamente simples, bem parecido com o que fazemos para evitar doenças em nós humanos. Um exemplo clássico disso é a mudança brusca de temperatura, nela colocamos roupas condizentes para evitar um resfriado ou uma possível desidratação, conforme a temperatura desce ou sobe.
Com os peixes é muito parecido, e como eles não têm agasalho, nem sequer nenhuma proteção, o ideal é evitar “mudanças bruscas” de qualquer natureza.
Indo direto ao ponto! Para preservar a saúde de seus peixes devem ser muito bem observados os seguintes itens: Alimentação e qualidade da água.

1 - Alimentação

Qual o intuito de alimentarmos nossos peixes?
Se você respondeu que é para vê-los de barriguinha cheia saiba que está redondamente enganado. Alimentamos nossos peixes para proporcionar-lhes os nutrientes necessários ao seu pleno desenvolvimento. É claro que é muito gratificante ver um peixe comer de se empanturrar, isso demonstra que ele está ativo.
Li um Artigo da Profª. Maria Paula Martinez OkumuraProfessora, do Curso de Medicina Veterinária da Uniban - São Paulo, que nos faz entender melhor as necessidades nutricionais dos peixes, a saber:
[align=justify]
Citação:
“A demanda nutricional dos animais irá depender de vários fatores, dentre eles: a espécie de peixe, idade, tamanho, grau de maturação sexual e a temperatura da água. Naturalmente, uma boa ração tem que ser constituída de matérias primas de qualidade. A farinha de peixe, grande fonte de proteínas da ração, além de ser um flavorizante, nem sempre é de boa qualidade, fazendo com que a ração fabricada seja inferior, com baixo nível de aproveitamento pelos peixes. Outras fontes de proteínas podem ser utilizadas, como farinha de carne, torta de mamona, de amendoim ou de soja. Devemos sempre lembrar que a necessidade proteica do peixe é diretamente relacionada com uma composição balanceada de aminoácidos adequada para manter seu crescimento. Os aminoácidos essenciais dos peixes são os mesmos que para mamíferos (são eles: arginina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina). Para a manutenção da maioria das espécies de peixes é necessário de 1-1,5 g proteína/kg de peso vivo/dia. Além de proteínas, os peixes também precisam de fontes de lipídeos (cuja necessidade vai variar muito conforme a espécie), carboidratos (embora seu organismo não os utilizem totalmente, sendo uma parte eliminada nas fezes, contribuindo para a degradação da água do viveiro), vitaminas (os peixes dependem das mesmas vitaminas utilizadas em criações de mamíferos, com especial destaque para a vitamina C ou ácido ascórbico), minerais (participam do metabolismo e da estrutura esquelética, assim como nos mamíferos) e pigmentos (muito importantes para dar a coloração na musculatura de salmonídeos). A apresentação da ração deve ser proporcional ao tamanho da boca do peixe, geralmente utilizando-se ração extrusada, que mantém o alimento flutuando por algum tempo, antes de cair na coluna d’água. Essa ração pode ser distribuída de modo automático ou manual. A forma manual de distribuição, embora necessite de mão-de-obra, é a mais eficiente, pois o tratador avalia visualmente a quantidade requerida pelos animais, não havendo desperdícios, que levariam à piora da qualidade da água e maiores gastos econômicos com ração. “
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Para que um peixe tenha sua beleza exponenciada ele deverá encontrar em seu ambiente artificial (vulgo aquário! Rs) todos os nutrientes que seus alimentos encontrados em seu habitat lhe forneceriam, a saber:

a) Proteínas: Extremamente necessárias aos peixes, para constituir cadeias de aminoácidos. Alimentos ricos em proteínas são fontes pura de energia para os peixes. Podemos encontrar proteínas em abundância em alimentos vivos, Enquitréias, Artêmias, Tubifex, sendo que este último deve preferencialmente ser oferecido liofilizado;
b) Vitaminas: As vitaminas são nutrientes muitos importantes para o funcionamento do corpo e para a proteção de numerosas doenças. A falta de vitaminas facilita o aparecimento de doenças e o mau funcionamento do organismo (avitaminoses). Deve-se destaque à vitamina C, imprescindível na formação do colágeno, elemento formador do esqueleto. Seguem algumas vitaminas e suas principais funções:


    A Visão e proteção da pele
    B1 Obtenção de energia
    B2 Digestão e desenvolvimento muscular
    B5 Desenvolvimento das guelras
    B6 Funções motoras
    C Resistência a doenças
    E Fertilidade



* Rações em flocos ou em grânulos dever ser avaliadas segundo sua constituição, pois a diversidade de elementos utilizados determinará os nutrientes que ela oferecerá aos peixes.

2 – Qualidade da água

É comum ouvirmos relatos de aquarístas que “adaptaram” seus peixes a condições bem diferentes das que ele exige. Isto é um assunto sempre polêmico no meio aquarístico e nos transporta à questão do “viver ou sobreviver”.
Mas é fato que submeter um peixe a parâmetros que não os que ele encontra na natureza diminuirá sensivelmente sua resistência a patogênicos, bem como o seu desenvolvimento comparado ao que seria em circunstâncias ideais.
O que deve ser observado na água, inicialmente, é o que todo aquarísta já sabe (ou deveria saber ), pH, temperatura e dureza, sendo que apenas este último admite oscilações. Variações bruscas de pH e temperatura submetem o peixe a choques osmóticos e térmicos, respectivamente, e são a porta de entrada para doenças, pois reduzem a imunidade drasticamente.
Quanto à dureza, que na verdade é a dissolução de determinados sais, observa-se que ela é responsável por algumas funções orgânicas dos peixes, sobretudo a reprodução, devendo ser respeitadas as necessidades das espécies para esse parâmetro.
Outro fator a ser considerado é o Nitrato, elemento cumulativo pouco tóxico oriundo da decomposição de elementos orgânicos (fezes, urina, restos de comida, ...). Baixas concentrações de nitrato são normais e imperceptíveis aos peixes, no entanto quanto elevadas provocam um “desânimo”, fazendo com que o peixe se movimente menos, coma menos, em alguns casos estagnando seu crescimento. Nota-se que para evitar o crescimento dos níveis de Nitrato basta fazer TPAs regulares e não alimentar em excesso.
Elementos usados como fertilizantes e complementos para aquários plantados (como o ferro) usados em excesso podem também causar intoxicação, use conforme recomenda o fabricante dos produtos e, se possível, faça testes sobre seus índices.
Outro cuidado que devemos tomar é com o CO2, pois em excesso acidifica demais a água além de precipitar o oxigênio.
Pode parecer estranho, mas fazer assepsia das mãos antes de manipular o aquário é fundamental. Imagine você, após lavar as mãos com sabonete de aveia com pétalas de rosas vermelhas da Holanda ( ) em seguida você vê uma folha solta no fundo do aquário, mete a mão e retira a folha que, decomposta, poderia elevar amônia e nitrato, .. aí você se acha um herói, mas não sabe que levou muita química para o aquário, muito cuidado com isso!
Temperatura é onde muitos dançam. Às vezes estamos fazendo as TPAs muito felizes quando chega uma frente fria, a água da torneira fica com 25°, bem diferente dos 28° do seu aquário, aí você pega e transfere a água ... pronto! É o começo do fim, se tiver sorte vai aparecer só ictio ( ). Mudanças repentinas de temperatura afetam a imunidade do peixe deixando-o susceptível a qualquer patogênico oportunista.

E como as doenças oportunistas entram no aquário?
Assim como em nossos ambientes, o meio em que estão os peixes, é repleto de patogênicos que vêm em substratos, troncos, plantas e principalmente em peixes, que muitas vezes são vetores de parasitas em potencial. Não podemos esquecer dos alimentos vivos, muitos deles, principalmente o Tubifex, são grandes poluidores e canais de doenças. Opte sempre por alimentos que você conhece a procedência e, no caso do Tubifex, por Tubifez liofilizado.


Finalizando podemos concluir que para manter peixes saudáveis e bonitos basta perder alguns minutos pesquisando sobre as necessidades e compatibilidades das espécies que iremos manter, monitorar e fazer TPAs freqüentes em nossos aquários e alimentar nossos peixes com qualidade. Feito isso seu aquário será só alegria e os casos de doenças serão muito raros.

Boa Sorte!

Fonte: Vitóriareef


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Em Curso Re: Evitando doenças nos peixes - Prevenir é o melhor remédio

Mensagem por Thiago Marques em 17/9/2013, 14:12

Realmente a alimentação faz diferença dada com qualidade e variedade.. E tomando as devidas precauções teremos muitas alegrias.. Vlw por compartilhar!


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Em Curso Re: Evitando doenças nos peixes - Prevenir é o melhor remédio

Mensagem por Uátyla em 17/9/2013, 14:16

Muito bom, curti!


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