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Revista Meus Peixes

Matéria - Botia Palhaço

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Matéria Matéria - Botia Palhaço

Mensagem por Uátyla em 14/2/2014, 16:31



 
Botia palhaço, Chromobotia macracanthus
Aautor original Ola Åhlander
Seus tradutores: Paul Stanton Inglês e Marcos Mataratzis português.

Botias palhaço são um dos peixes mais populares em aquários e tem sido assim por um longo tempo mas, surpreendentemente, muito pouco se sabe sobre elas e sua biologia. É principalmente sobre sua reprodução o que pouco sabemos. Neste artigo pretendo mostrar o que se sabe sobre o assunto e dar fim a alguns mitos. No final do artigo vou compartilhar meus pensamentos e idéias de como revelar este mistério e fazê-las se reproduzirem em aquários.

Generalidades:
Botias palhaço vem da Indonésia e são encontradas em Bornéu e Sumatra. Elas moram em rios pela maior parte do ano exceto durante as migrações para acasalamento quando os adultos sobem a correnteza para pequenos riachos para acasalar. Elas vivem no leito dos rios em grande número ou em cardumes. Informações sobre seu tamanho variam de 40 a 50cm. Tais medidas devem ser vistas como muito raras mesmo na natureza. O tamanho adulto mais normal seria entre 15 e 20cm. Com relação à idade é dito ser mais de 20 anos.
Botias palhaço pertencem à família Cobitidae, na ordem Cypriniformes. A principal característica para esta família é um ferrão abaixo de cada olho que pode ser enriçado como mecanismo de defesa. O nome científico das Botias palhaços é macracanthus que significa “grande espinho”. Embora o ferrão não seja venenoso, pode ser muito dolorido. Estes ferrões podem facilmente se prender nas redes e causar dano ao peixe. As escamas da Botia palhaço são muito pequenas e difíceis de se ver, motivo pelo qual alguns aquaristas dizem que elas não possuem escamas mas isto não é correto, embora de fato não possuam escamas na cabeça. As Botias possuem quatro pares de barbilhões. Coloração e formato do corpo são como podem ser vistos nas fotos.
Lar das Botias palhaço! As redes que aparecem nesta foto são para pegar peixes comestíveis, não especialmente as Botias. Foto: Mikael Hakansson
A grande maioria das Botias palhaço encontradas à venda são coletadas da natureza. Cerca de 20 milhões de Botias palhaço são exportadas por ano pela Indonésia. Alguma reprodução induzida é feita principalmente na Tailândia com auxílio de hormônios para estimular o acasalamento. Botias reproduzidas em cativeiro ainda custam mais caras que as coletadas da natureza. Relatos de acasalamentos bem sucedidos com hormônios foram feitos na República Checa, Rússia e na Flórida, mas é difícil avaliar tais relatos. Um aumento na produção de Botias palhaço em tais fazendas de criação é desejado. Embora a espécie não esteja ameaçada de extinção por conta da grande quantidade coletada, existem relatos de que em certas áreas, especialmente em Sumatra, de que seu número vem diminuindo. A Indonésia proibiu a coleta de Botias maiores que 15cm para exportação para proteger os adultos férteis. Mesmo sendo a coleta local uma ameaça à espécie a questão não é tão simples por conta das famílias pobres que dependem dessa coleta para sua subsistência.
A coleta em Bornéu é geralmente feita entre o fim de março ao começo de julho quando o nível das águas desce após o período de chuvas que vai de dezembro a fevereiro. Em alguns anos os peixes jovens podem ser capturados entre janeiro e fevereiro. Em Sumatra a alta estação ocorre mais cedo, de novembro a janeiro. No passado costumava existir escassez desses peixes nas lojas no outono e inverno antes da coleta começar mas atualmente se fazem estoques desse peixe em grandes piscinas de estocagem. Além disso também existe a questão financeira de vender peixes maiores.
A coleta deste peixe na natureza é interessante. Você pega um bambu oco de até dois metros de comprimento fazendo pequenos orifícios em cada um de seus segmentos. O bambu é então submerso na água e as Botias entram nele para se esconder. Quando o bambu é retirado da água ele é suavemente sacudido e os peixes caem de dentro dele. Tal método pode variar de um local para outro mas, basicamente, é feito desta maneira.
Bambus pendurados em fileira em um rio de Sumatra. Foto: Mikael Hakansson.
Mikael Hakansson que visitou recentemente Jambi em Sumatra para estudar a coleta de peixes tropicais, declarou que eles penduram bambus na água passando-os por sobre os galhos das árvores ou amarrados a um tronco flutuador. O segundo método é mais usado na alta estação enquanto os bambus pendurados são usados ao longo de todo ano. Os bambus são cortados em pedaços de dois metros e secos por dois meses pois existe uma substância de odor desagradável para os peixes no bambu recém coletado.
Os peixes coletados para aquário medem de 2 a 7 ou 8 centímetros. É claro que Botias maiores são pegas de outras formas como redes por exemplo mas estas são servem de alimento para os moradores locais. Elas não são uma fonte significativa de alimento mas são comidas quando coletadas.
Contaram ao Mikael que na alta temporada de coleta das Botias palhaço todo mundo quer se juntar ao grupo de coleta, até mesmo “velhas senhoras que mal conseguem andar ganham ar jovial sentadas nas canoas e ajudando a esvaziar as armadilhas de bambu”.
Armadilha de bambu sendo esvaziada. Foto: Mikael Hakansson
A característica mais marcante da Botias é seu “click”. Quando elas disputam o alimento ou o melhor lugar de um esconderijo, elas produzem um click facilmente audível, as vezes tão alto que você pode achar que o aquário está se quebrando!
Comportamento:
Botias palhaço são considerados peixes de cardume, mas eu prefiro dizer que eles vivem em grupos. As disputas entre eles existem, assim como nos “verdadeiros” cardumes. A questão quanto ao termo é mais de interesse acadêmico. Sob nenhuma circunstância este peixe deve ser mantido sozinho pois se sentem inseguros, amedrontados e as vezes agressivos. É mais aconselhável que sejam mantidos em grupos de 4-5 ou mais. Eu já li vários artigos que Botias palhaços adultas podem se tornar agressivas com outras espécies mas nunca presenciei isto. Pode ser que elas tenham permanecido sozinhas ou em pequenos grupos.
Botias palhaço crescem rapidamente quando jovens, até atingir 7-8cm. Depois, sua velocidade de crescimento diminui drasticamente. Botias jovens são muito ativas e curiosas gostando de se mostrar na hora da alimentação. Minha experiência diz que os peixes adultos são mais cautelosos e preferem um lugar mais discreto, se possível. As Botias as vezes se deitam e dormem de uma maneira que nos fazem pensar que morreram, as vezes se deitam de lado. Quando alguém vai verificar, o peixe sai nadando como se nada tivesse acontecido. As Botias palhaço são incrivelmente velozes quando pegam embalo e sabem se esquivar como ninguém das pedras nas rápidas correntezas.
Botias palhaço não devem ser mantidas solitárias mas em grupos de pelo menos 4 ou 5.
O aquário:
Uma área grande no fundo é melhor. Peixes de fundo como as Botias não necessitam de aquários altos. É desejável que o cascalho possua pedras pequenas e grandes e raízes para lhes conferir um ambiente natural.
Você pode tentar plantas mas fique avisado que Botias palhaços gostam de comer plantas. Hygrophila são suas favoritas na alimentação. Microsorium e Anubias funcionam melhor, assim como Valisneria, por exemplo.
O tamanho do aquário tem que ser compatível com o tamanho dos peixes. Não pretendo falar do tamanho exato necessário. Use o bom senso. Quanto maior, melhor é um argumento válido para a maioria dos aquários.

Esconderijos na forma de buracos e cavernas são ótimos. Estes peixes gostam de se deitar nos esconderijos e ficar vendo o que acontece lá fora. Eles rapidamente se juntam nos esconderijos. Sendo assim, os buracos devem ser grandes o suficiente para caber várias delas ao mesmo tempo. Na minha opinião parece melhor que os esconderijos sejam feitos de grandes pedras redondas e troncos para copiar seu habitat mas para o peixe não faz tanta diferença o material usado. Já vi tijolos e tubos de PVC sendo usados e os peixes não se acanham em usá-los.
Troncos ocos podem causar problemas. Eu tive um no qual meu peixe decidiu morar e tirá-lo de lá era praticamente impossível. Tive que esperar quase uma semana para ele sair de modo a mudar a decoração do aquário conforme eu pretendia.
A circulação de água e filtragem deve ser maior que em aquários convencionais para garantir boa oxigenação. Não é necessária uma corrente forte como em aquários de corredeiras.
Botias palhaço não apresentam grandes demandas de certos elementos. pH neutro e kH baixo a médio são excelentes. Por outro lado devemos ser cuidadosos com as trocas parciais de água. Estes peixes são sensíveis à mudanças bruscas da qualidade da água. É preferível pequenas trocas freqüentes. Eu recomendo trocas a cada duas semanas, preferencialmente menos.
Nova taxonomia para as Botias
Bleeker in 1852 descreveu a Botia palhaço como Cobitis macracanthus. Posteriormente ela foi movida para a família Botia onde ela permaneceu até 2004 quando então o ictiologista suíço Maurce Kottelat criou uma família só para elas, Chromobotia. No mesmo trabalho, a família Botia foi dividida em quatro menores famílias. Além da Chromobotia também a Yasuhitotakia que inclui as Botias do rio Mekong, assim como a modesta, sidhtmunki e outras. As Botias Tigre junto com outras como a helodes e a hymenophisa foram para a família Syncrossus. Permaneceram na família Botia as “Botias indianas”, como por exemplo as Paquistanesas ou YoYo e a striata.
A Botia azul é agora chamada Yasuhikotakia modesta . 

Macracanthus
Você as vezes a forma macracantha ao invés de macracanthus. De acordo com Sven Kullander do Museu de História Natural da Suécia não há dúvidas de que macracanthus é a forma correta.
 O nome da espécie macracanthus significa “grande ferrão” em alusão ao espinho eréctil que as Botias palhaço possuem sob seus olhos.

 

Dieta:
É mais fácil falar o que as Botias não comem do que o que elas comem. Elas são onívoras. Existem rumores de que elas podem dizimar caramujos de um aquário, o que é praticamente correto. Isto porque elas não conseguem comer os caramujos de areia da Malásia, que podem ser reconhecidos por sua concha espiral pontuda. Esses caramujos possuem uma porta que pode ser fechada, tornando o trabalho das Botias bem mais difícil.
Sendo peixes de fundo é esperado que comam seres do fundo onde elas moram. Além dos caramujos e crustáceos, vermes e larvas são todos incluídos em sua dieta regular. Existem também os camarões de água doce que também devem ser importantes em sua alimentação assim como vegetais de diversos tipos.
Em outras palavras, você pode alimentar estes peixes com todo tipo de comida. Flocos, alimentos vivos e congelados como larvas de mosquito, bloodworms, daphnia, tubifex, etc.
Minhocas de terra são apreciadas mas devem ser cortadas em pedaços para caber em suas bocas. Misturas à base de camarão, tabletes de algas, salmão, granulados para Discus ou Kinguios, todos funcionam. Fatias de abóbora e pepino pré-cozidos também descem bem. Naturalmente, a melhor forma de alimentá-los é com alimentos que afundem mas se necessário eles irão à superfície do aquário e até nadar de cabeça para baixo para pegar o alimento. Uma dieta variada é provavelmente o melhor.

 
Bloodworms é um dos pratos favoritos das Botias palhaço.
Botias saudáveis comem muito e freqüentemente, o que explica a necessidade de boa filtragem. Seu apetite voraz nos faz ficar tentados a superalimentá-las o que em breve costuma poluir a água do aquário. Ofereça pequenas porções algumas vezes por dia para que não hajam sobras, já que as Botias não possuem boas maneiras à mesa.
Botias as vezes entram no “frenesi alimentar” o que quer dizer que elas se jogam histericamente contra a comida com clicks intensos. As vezes parece que nunca viram comida em toda sua vida! Meus peixes se comportam dessa forma entre os meses de março e maio e isto pode estar associado com a mudança das estações do ano em seu habitat.
Botias palhaço em frenesi alimentar.
 
Problemas especiais:
Existem algumas coisas que se deve tomar cuidado com relação às Botias palhaço. O problema mais comum é o Íctio. Esses peixes são facilmente atacados por essa doença. Isto é mais comum quando ficam em águas frias ou recentemente transportados.
Peixes bem aclimatados são tão resistentes quanto os demais. Ao longo de 10 anos cuidando de Botias só tive uma infestação por Íctio. Por garantia sempre tenha um remédio para Íctio em casa se vai comprar Botias. Ele pode salvar vidas. Íctio pode ser curado facilmente mas pode ser catastrófico se não tratado.
Siga as instruções cuidadosamente para todo medicamento. Alguns recomendam meia dose para Botias, já que elas são bastante sensíveis a certos ingredientes, especialmente à base de cobre.
Perda de peso ou “Barriga seca” também é comum em Botias palhaço. Os sintomas típicos são perda de peso e comportamento conhecido como “knifeback” embora o comportamento do peixe continue normal e se alimente normalmente. Esta doença é mais difícil de tratar. Ela vem de um parasita (spironucleose) nos intestinos, do mesmo tipo dos que causam a tão famosa “doença dos Discus”. Costumo curar tal doença usando Sprohexol da JBL. Flagyl (Metronidazol) também pode ser usado no tratamento.
Fora estes dois casos, Botias palhaço não são mais susceptíveis a doenças que outros peixes. As doenças acima ocorrem mais freqüentemente em peixes que foram recentemente transportados ou submetidos a outros fatores estressantes como água fria ou má higiene do aquário. Não compre peixes magros!
Reprodução:
Existem poucas coisas no hobby do aquarismo que são objeto de tantos rumores e especulações quanto a reprodução das Botias palhaço. As vezes surgem artigos ou histórias contando que alguém “achou” filhotes em seu aquário mas sem fotos ou outras evidências. Isto não quer dizer que todos esses relatos são fabricados mas devemos ser cautelosos em acreditar neles. Muitos deles falam de aquários “largados” nos quais apareceram tais filhotes. Se isto é verdade então isto pode significar que tal peixe não precisa de uma corrente tão forte quanto se supõe. Outros relatos se opõem a este. Infelizmente não existe uma receita indicando exatamente o que deve ser feito.
Venho cuidando de Botias palhaços por aproximadamente dez anos e mais intensamente nos últimos quatro ou cinco anos. Tenho tentado de várias formas encorajá-las a se reproduzirem mas por enquanto, sem sucesso. Tirei certas conclusões que possivelmente possam inspirar outros a resolver os mistérios desses peixes, de forma que resolvi colocar aqui meus pensamentos e dicas.
Antes de tudo, se você lê artigos em livros ou publicações e em fórums na Internet existe sempre algo sendo dito sobre Botias terem que ser adultas e grandes para que possam se reproduzir. É estranho como tal informação se espalhou sobre uma espécie da qual sabemos tão pouco. De qualquer forma eu descobri que não é verdade! De acordo com um estudo feito na Reserva Danau Sentarum com peixes entre 8 a 10cm coletados durante as temporadas chuvosas enquanto outros migravam. Considerando a velocidade de seu crescimento podemos concluir que suas migrações reprodutórias já acontecem a partir de seu segundo ou terceiro ano de idade.
Por causa de um acidente duas de minhas Botias palhaço morreram. Por que sou curioso e um dos peixes parecia meio redondo resolvi abri-lo. Para minha surpresa ela estava cheia de ova. Este peixe se encontra atualmente em preservado em álcool no Museu de História Natural de Estocolmo na Suécia. A fêmea que estava com os ovos é a de cima na foto abaixo. Ela estava com 10 a 11cm de corpo, 15cm contando com a nadadeira caudal, longe dos 30cm que certos autores alegam. Sendo assim, não são necessários peixes gigantes para estarem maduros para reprodução, então, não deixe isto o desencorajar de tentar.
Botia palhaço com ovos!
Foto: Erik Ahlander


As tentativas mais controladas e bem sucedidas que já tentei não resultou em reprodução mas ficou no caminho. Comecei tentando imitar um rio mais longo para simular a “migração” em águas mais claras e mais movimentadas.
O aquário tinha cerca de 200 litros onde eu tinha cerca de 10 Botias entre 8 e 12cm. O substrato consistia de cascalho e pedras pequenas e grandes. Num dos lados do aquário existia uma “câmara filtrante” de 40x50cm feita de material de um filtro no centro da lateral do aquário. Tinha uma baixa correnteza, cerca de 1000 litros/hora. A água era água normal da torneira mas eu coloquei um pouco de lama quase sempre presente em rios tropicais. A temperatura da água estava perto de 30°C.
Após algumas semanas comecei a trocar a água enlameada por água limpa e fui baixando a temperatura até chegar a 27°C e aumentei o fluxo da correnteza. Também coloquei turfa para tornar a água mais limpa e confortável. Também coloquei algumas plantas caso os peixes quisessem elas para a postura. Durante todo este processo eu alimentei os peixes de forma estúpida, o que me fez fazer pelo menos duas trocas por semana, talvez mais, exceto no começo quando a qualidade da água não estava tão ruim.
Conforme já falei, os peixes nunca desovaram e depois de um mês o acidente aconteceu conforme falei acima.
Enquanto trabalhava neste artigo mantive contato com Per-Erik Lingdell que trabalha com insetos em água corrente. Ele é obviamente uma pessoa séria e possui grande conhecimento de como este tipo de habitat funciona e se parece. Ele me contou que já conseguiu filhotes de Botias palhaço mas que elas não sobreviveram. Ele usou um processo similar ao meu mas usou correnteza mais forte. Acima de tudo, ele possuía um lugar onde a água batia em grandes pedras, local onde ele acha que ocorreu o acasalamento. Ele até fez mudanças mais drásticas do que eu nas condições da água. Eu dei a meus peixes cerca de um mês até eles “chegarem” no local da procriação. Per-Erik foi muito amigável, como o pessoal das Botias são, e consegui dele muitas sugestões e idéias durante nossa conversa.
Pelo relatado acima você deve entender que eu não desisti! Acabei de montar um novo aquário um pouco maior, cerca de 300 litros (setembro/2004) onde minha próxima tentativa ocorrerá. As medidas são 120x60x40, também com uma boa área de chão porém não tão alto, No canto do aquário eu fiz um filtro que chamei de “fltro hamburger”, onde haverá espaço para bombas potentes, Fluvial 4 ou similar. Até o momento apenas uma está em uso. Pretendo ligar uma por vez para simular o aumento da corrente. Também possuo um pequeno filtro externo Eheim mais para usar turfa ou similares. Todas as outras sucções dos filtros foram concentradas dentro deste filtro de canto e imagine quão frustrante seria se os peixes desovassem e os ovos fossem sugados pelo filtro!
Filtro de canto. Aqui você consegue colocar pelo menos quatro bombas potentes se tentar um pouco!
Eu tenho um alimentador automático que despeja pedaços de salmão e grãos de Discus três vezes ao dia. Também ofereço guloseimas como minhocas ou bloodworms quando chego em casa de tardinha, geralmente duas vezes ao longo de duas horas. Eu rivalizo a dieta entre proteína e gordura. Acredito que isto é necessário para o desenvolvimento da ova. As luzes estão conectadas a um timer que se acende por volta do meio dia e se apagam logo depois da meia noite. De manhã estou geralmente cansado e ocupado para me dedicar aos peixes.
O aquário possui cascalho liso, alguns troncos e algumas pedras pequenas. Pretendo colocar mais pedras durante a “migração rio acima” e talvez no final também diminua o nível da água para aumentar o fluxo de água.
Eu planejo que esta tentativa seja nos mesmos moldes que a primeira mas com algumas modificações. Por exemplo, se os peixes não desovarem na correnteza forte então talvez desovem em águas mais calmas. Eu tenho um belo grupo de 8 Botias, a maior delas com 13-14cm. O acasalamento costuma ocorrer no período das chuvas que começa em novembro-dezembro, de modo que ainda tenho alguns meses para preparar o aquário e os peixes para o que está por vir, que eu acredito, vai tornar mais fácil atingir meu objetivo, seguindo o ritmo natural dos peixes nessa época do ano. Vamos ter que ver o que acontece. Se der certo tenha certeza de receber notícias! Caso contrário vou tentar novas modificações e tentar novamente, novamente e novamente!
Parte do meu aquário de Botias palhaço, ainda com decoração esparsa mas “a caminho do local de acasalamento”. Mais decoração será adicionada. A água está meio chá por causa de matéria húmica do filtro de turfa.

Agora eu já te contei como eu pensava e como pretendo fazer. Nós aquaristas de vez em quando mantemos segredos sobre o que estamos tentando fazer, especialmente se são nossos pequenos experimentos. Não seja assim! Suas experiências podem ser muito valiosas para outros. É sabido que aprendemos pelo “fracasso”. Você pode pensar que estou indo pelo lado errado e você tem idéias contrárias de como conseguir esta reprodução. Bem, talvez você esteja com a razão! Não há muitas espécies de peixes tão bonitas, gentis e engraçadas como as Botias palhaço. Elas realmente merecem mais de quem vai seriamente tentar desvendar seu grande mistério!
Texto retirado do site: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


Última edição por Uátyla em 15/5/2014, 15:11, editado 2 vez(es)


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Matéria Re: Matéria - Botia Palhaço

Mensagem por Uátyla em 14/2/2014, 16:32

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