Acará Bandeira Frenatus! Cardume de Neons Lago de Carpas Oscar Peixe Palhaço/Nemo

Pacu Pintado (Metynnis maculatus)

O Pacu Pintado é uma espécie de peixe que habita como bacias dos rios Amazonas , São Francisco e Paraguai e Rio Grande (No Rio Grande a espécie foi introduzida) .
O Pacu Pintado e um peixe na cor prateada que apresenta o corpo com varias pintas castanhas, flancos cinzentos e uma mancha alaranjada acima do opérculo.
Essa espécime de peixe é uma variante muito pacifica podendo ser mantido em aquários comunitários sem nenhum tipo de problemas relacionados a brigas. Mas embora está espécime não atinjam um tamanho avantajado, deve-se atentar no tamanho do aquário, pois é um peixe que vive em cardume (mínimo 5), e também é um peixe muito ativo e necessita de um bom espaço, outro detalhe como trata-se de peixes de cardume e comum os machos disputar entre si a hierarquia do grupo.




Nome Popular: Pacu, Pacu Prata Pintado, Pacu Prata Manchado, Pacu Prateado
Nome Científico: Metynnis maculatus
Família: Serrasalmidae (Serrasalmídeos)
Origem: bacias dos rios Amazonas , São Francisco e Paraguai e Rio Grande
Sociabilidade: Cardume, mínimo 5 indivíduos
Comportamento: Pacífico
pH: 6,0 ~ 7,2
Temperatura: 26º a 30°C
Dieta: Onívoro
Tamanho do Peixe: 14 a 18cm


Reprodução: Trata-se de um peixe ovíparo, são considerados disseminadores livres, as Fêmea liberam seus ovos na água e o macho nada em volta fertilizando-os. Os ovos eclodem em pouco tempo quando mantidos em temperatura mais alta, dois ou três dias após a eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar livremente, e diferente do ocorrido com os Ciclideos que cuidam dos seus filhotes (Alevinos), os Pacu não cuidam dos seus filhotes...
O dimorfismo sexual é evidente em espécimes adultos, macho possui menor porte e coloração mais forte, além da nadadeira dorsal ligeiramente maior e ventre retilíneo. A fêmea possui coloração menos intensa, a nadadeira dorsal menor, o ventre é roliço e é maior que o macho.


Alimentação: É um peixe onívoro, porem com forte tendência ao herbívoro, ou seja é um peixe que aceita muito bem qualquer tipo de ração, insetos e pequenos crustáceos, e também é um devorador nato de plantas, frutas, legumes...
Atenção: Este peixe não e indicado para aquários plantados, caso seja introduzido irá devorar toda a vegetação, por experiência própria posso garantir essa informação (srsrsr).
Share:

Comedor de Algas Chinês (Gyrinocheilus aymonieri)

Os Comedores de algas Chinês São peixes pacíficos com a maioria dos outros peixes, mas podem se tornar agressivos com outros membros da espécie e semelhantes. Vivem boa parte de sua vida procurando por alimento nas superfícies de plantas, rochas, troncos e vidro do aquário. Caso a fauna do seu aquário seja composta por Acará disco e bandeira, tenha um pouco mais de atenção na alimentação do seu CAC (comedor de algas chinês), pois com fome ele poderá se aproveitar de peixes mais lentos e se alimentar do muco desses peixes, então ração de fundo é essencial...


Nome Popular: Comedor de Algas Chinês, CAC,
Nome Científico: Gyrinocheilus aymonieri
Família: Gyrinocheilidae
Origem: Ásia
Sociabilidade: Sozinho, Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6,5 ~ 7,8
Temperatura: 26º a 30°C
Dieta: Onívoro
Tamanho do Peixe: 22 a 28 cm no tamanho adulto

Dimorfismo sexual: A fêmea costuma ser maior e ter o ventre um pouco mais roliço que o do macho.
Importante: estas características aparecem em peixes no final do estágio juvenil e em adultos, a diferença sexual entre filhotes é mais difícil de ser observada.

Reprodução: Separe o casal (ou um grupo) em um aquário próprio para a reprodução, sem outros peixes que possam importuná-los ou tentar comer seus ovos e filhotes, ofereça alimentação reforçada e quando a fêmea estiver visivelmente mais roliça (cheia de ovos), aumente a vazão da filtragem criando uma leve correnteza e aumentando a oxigenação. Repita o procedimento até que a fêmea desove, não há cuidado parental entre estes peixes.
Os ovos, por sua vez, são aderentes e eclodirão dentro de alguns dias, após a eclosão, os alevinos irão consumir o saco vitelino, depois podem ser alimentados com micro-vermes, infusórios, ração específica para alevinos de ovíparos. Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução.

Tamanho mínimo do aquário: 200 litros.

Outras informações: : Existem diversas variedades desta espécie. Muitas vezes estes peixes são comprados e/ou vendidos como peixes que se alimentam de restos e algas encontrados pelo aquário e que irão limpar o vidro do seu aquário. Embora eles se alimentem de pedaços de ração que cheguem ao substrato e algas fixadas nos vidros, não os mantém "limpos".
Existe uma grande variedade de rações específicas para peixes de fundo e elas devem ser a base da alimentação dos seus peixes, nada de deixá-los se alimentando apenas de restos!
Apresentam raios duros nas nadadeiras, peitorais e dorsal, que servem como defesa contra predadores e não são raros os casos em que, ao manter peixes muito grandes junto com eles, os mesmos fiquem presos na boca do predador podendo levá-los à morte ou a infecções terríveis causadas pelos ferimentos.
Portanto, cuidado com os companheiros de aquário! Nada de deixá-los com peixes que apresentem bocas grandes o suficiente para tentar engoli-los.
O aquário ideal deve possuir um substrato fino que não machuque seus delicados barbilhões nem permita o acúmulo de detritos que possam contribuir para deteriorar a qualidade da água, sendo, neste caso, a areia o mais indicado. Caso opte por usar cascalho de rio que possui granulometria maior lembre-se  sempre de sifonar bem o fundo para evitar o acúmulo de detritos.
Atenção: Estes peixes apresentam sua coloração de forma vívida apenas quando mantidos em ambiente ideal, peixes em situação estressante (baterias de lojas, logo após o transporte, etc) podem apresentar coloração muito pálida, que é facilmente revertida ao ser transferido para um local com parâmetros e necessidades adequadas à espécie.

Vídeo falando um pouco sobre o CAC (Comedor de Algas Chinês)

Share:

Rio em Jundiaí é despoluído e volta a ter peixes após 30 anos



Notícia boa para a natureza e para o homem. O Rio Jundiaí, no interior de São Paulo, foi despoluído e voltou a ter peixes! O rio atravessa as cidades de Mariporã, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto. O processo de despoluição começou há 34 anos, com a criação do então Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí (Cerju). Em 2017, passou pelo processo de reclassificação e mudou da classe 4 para a 3, o que resultou em um rio mais saudável e habitável para os peixes. 

Dois anos depois da recuperação, garças e outros pássaros também voltaram a frequentar o entorno do Rio Jundiaí, inclusive para comer peixes pequenos na água. Agora começa uma fiscalização para manter o rio limpo.“Temos que atuar de forma preventiva na fiscalização e manutenção de possíveis fontes poluidoras, mas também que pensemos o rio Jundiaí de forma integrada e contextualizada em uma bacia hidrográfica. Isso exige o engajamento de todos os municípios por onde ele passa. A preservação de um corpo hídrico deve ser plural”, disse o diretor de Mananciais da DAE Jundiaí, Martim Ribeiro.

Como

Para despoluir o rio houve a construção de interceptores, emissários, redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgoto (em Jundiaí são três, nos bairros Jardim Novo Horizonte, São José e Fernandes), que permitiram a coleta, o afastamento e o tratamento de esgotos domésticos e industriais, até então lançados in natura no rio.
“Para termos um rio ainda melhor, é necessário que pensemos neste importante curso d’água em um contexto de bacia hidrográfica. Em outras palavras, de nada adianta um município tomar medidas para despoluir o rio, se em outros trechos os demais municípios não têm programas efetivos para um sistema de esgotamento sanitário”, explica Ribeiro.
“Um curso hídrico passa por diversos municípios e todos têm de trabalhar de forma integrada e ter os mesmos objetivos na preservação da qualidade das águas. Se não atuarem de forma conjunta, os resultados não serão alcançados”, afirma o diretor

Despoluição

Pensar em despoluição é também pensar em ações e projetos para que esgoto da cidade não chegue às águas do rio, como tem feito a Companhia Saneamento de Jundiaí (CSJ).
“O trabalho no pelo município tem sido efetivo. No laboratório da CSJ, são feitas análises mensais para os parâmetros de demandas bioquímica de oxigênio, oxigênio dissolvido, turbidez e nutrientes. As coletas são realizadas antes e depois da CSJ, para que possamos entender também os efeitos da contribuição do esgoto tratado sobre o rio”, disse a coordenadora do laboratório da unidade, Agnes Janaina Tezotto Gutierrez.
Na prática, com os ensaios de oxigênio dissolvido, é possível saber se existe oxigênio disponível para a vida aquática. “Isso nos possibilita entender mais sobre o rio e é o que nos indica, por exemplo, a possibilidade de existência de peixes em determinado trecho.”

Árvores

Projeto vai plantar 60 mudas de Ipê na beira do rio Jundiaí. Uma exposição dos trabalhos vencedores do Concurso de Ideais do Vale do Rio Jundiaí está aberta na Biblioteca Professor Nelson Foot, no Complexo Argos.


Matéria publicada originalmente em: SNB
Share:

Recuperação do rio Doce pode levar 15 anos


(foto: Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação)
A recuperação ambiental da bacia do rio Doce, que vai de Minas Gerais para o Espírito Santo, três anos após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana (MG) ainda dá o primeiros passos, na avaliação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Suely Araújo, presidente do Ibama, calcula que serão precisos aproximadamente mais 15 anos para se ter resultados mais concretos para as ações que estão sendo feitas na área afetada.

Considerado a maior tragédia ambiental do Brasil, o rompimento da barragem completou três anos na última segunda, dia 5 de novembro. No episódio, foram liberados no ambiente cerca de 39 milhões de m³ de rejeitos, que destruiu comunidades, devastou florestas e poluiu rios, além de deixar 19 mortos. "Temos programas para mais 15 anos. A natureza tem seu tempo. Não se faz recuperação ambiental em dois ou três anos. Isso não existe", comenta Suely Araújo, em entrevista coletiva concedida na semana passada.

A presidente do Ibama preside também o Comitê Interfederativo, que é composto por diferentes estruturas do poder público. Seu objetivo é fiscalizar os trabalhos da Fundação Renova, criada pela Samarco para gerir todo o esforço de reparação dos danos causados na tragédia. As ações planejadas são financiadas com recursos da mineradora e de suas acionistas, a Vale e a BHP Billiton. Tanto o Comitê Interferativo como a Fundação Renova foram previstos no acordo que as mineradoras assinaram em março de 2016 com a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.


"O comitê só vai parar de trabalhar quando considerar concluídos todos os 42 programas que foram definidos", afirma Suely. Segundo ela, a existência da estrutura independe de quem estiver a frente do governo federal, pois consta em termo assinado pela União e homologado na justiça.

Apesar da natureza exigir seu tempo próprio, tanto o Ibama quanto a Fundação Renova informam que há avanços no reflorestamento. As ações visando o reflorestamento tiveram início em 2016 com uma revegetação inicial com gramíneas e leguminosas em diversos trechos da área mais afetada, entre a barragem e a Usina Hidrelétrica de Candonga, em Santa Cruz do Escalvado (MG). A medida, de cunho emergencial, buscou combater a erosão e estabilizar o solo. Suely explica que, só após esta primeira fase, teve início o reflorestamento.

Recomposição

De acordo com o engenheiro florestal Gabriel Kruschewsky, da Fundação Renova, a recomposição de espécies nativas em áreas de preservação permanente começou no princípio deste ano. Até o momento, 95 hectares foram plantados. A meta é recuperar 540 hectares nas áreas de preservação permanente atingidas pela lama.

Segundo o engenheiro florestal, o reflorestamento se dá de forma integrada com a recuperação produtiva em sítios e fazendas. Esse trabalho é voltado para outros 600 hectares que eram destinados à pastagem e ao cultivo de culturas agrícolas. A Fundação Renova também atua na regularização ambiental das propriedades rurais e pretende recompor cerca de 500 hectares de áreas de preservação permanente existentes no interior delas. Trata-se de vegetação que não foi alcançada pela lama, mas que já se encontrava degradada. Todas estas ações, no entanto, dependem da adesão do produtor. 'É opcional, mas a procura tem sido alta. Também estamos fazendo campanha de mobilização com os produtores", comenta Gabriel à Agência Brasil.

O compromisso da Fundação Renova é recuperar não apenas a área de vegetação diretamente impactada na tragédia, como também outros 40 mil hectares degradados da bacia do rio Doce. Trata-se de uma medida compensatória  prevista no acordo entre as mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. É previsto o plantio direto de 10 mil hectares e, nos demais 30 mil hectares, será conduzido um trabalho que proporcione a regeneração natural. Outro compromisso assumido envolve a recuperação de cinco mil nascentes, que receberão novas árvores no entorno.

Na área diretamente afetada, a opção por retirar ou não a lama depositada varia conforme as características de cada trecho. A decisão é tomada buscando o menor impacto ambiental e segue um plano de manejo elaborado após discussão com especialistas. Conforme o engenheiro ambiental Pedro Ivo, que também atua na Fundação Renova, a remoção nem sempre é o melhor caminho, pois o tráfego intenso de caminhões, por exemplo, pode trazer prejuízos ao meio ambiente. A dificuldade de se encontrar um novo local para receber o material também é observada.

De acordo com Pedro, o rejeito não é tóxico e plantar sobre ele não é um problema, embora demande um trabalho de recuperação similar ao que se faz em um solo degradado. "O rejeito é pobre em matéria orgânica. O plantio emergencial das leguminosas, que são espécies de plantas que crescem rapidamente e se renovam, já gera matéria orgânica que se mistura com o rejeito. Além disso, nós fazemos adubação com nitrogênio, fósforo e potássio", diz à Agência Brasil. O engenheiro ambiental explica que algumas ações vêm sendo desenvolvidas com intensa participação das comunidades. A recuperação de uma cachoeira no distrito de Camargos, no município de Mariana, estaria sendo conduzida a partir de decisões da população local.

Rio Doce

A qualidade da água do rio Doce vem sendo vista de forma distinta por diferentes agentes envolvidos na reparação dos danos. Por um lado, a Fundação Renova garante que os parâmetros de metal já são similares ao que se observava antes da tragédia. De outro, a Justiça Federal mantém suas reservas e ainda não suspendeu a liminar que proibiu a pesca na foz. Em vigor desde fevereiro de 2016, ela impede a atividade pesqueira em dois municípios do litoral capixaba: Aracruz e Linhares.

Já em Minas Gerais, é o Instituto Estadual de Florestas (IEF), autarquia ligado ao governo mineiro, que restringe a pesca. A atividade estava vetada desde 1º novembro de 2016. Em maio do ano passado, foi liberada a captura de algumas espécies de peixes, como o mandi e a tilápia, situação que permanece desde então.

"Hoje é a bacia mais monitorada do Brasil. Temos 92 pontos de monitoramento da qualidade da água, sendo 22 estações de monitoramento automático que liberam 80 parâmetros por minuto e isso é avaliado. Uma consultoria independente faz um relatório que é enviado para os órgãos ambientais como a Agência Nacional de Águas [ANA] e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas [Igam]", explica Andrea Aguiar Azevedo, diretora-executiva de engajamento, participação e desenvolvimento institucional da Fundação Renova, à Agência Brasil. Segundo ela, o sistema é operacionalizado pela fundação, mas utilizado pelos órgãos públicos ambientais.

Além da qualidade da água, desde setembro do ano passado está em curso um estudo da biodiversidade aquática no Espírito Santo, através de convênio com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest). São 230 pontos de coletas de dados e amostras espalhados nos rios da bacia, nos mangues, em praias, lagoas, ilhas e também no mar. As análises envolverão desde as bactérias até as baleiras. Para dar conta da dimensão dos trabalhos, foi organizada a Rede Rio Doce Mar, uma rede colaborativa acadêmica formada por pesquisadores de 24 instituições de todo o país e com coordenação central na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Em julho do ano passado, a Fundação Renova também deu início a um monitoramento terrestre para verificar os níveis de metais na fauna e na flora. Para este trabalho, foi contratada a empresa Bicho do Mato Meio-Ambiente. A realização de todos esses monitoramentos são também compromissos assumidos no acordo firmado com a União e os governos mineiro e capixaba. De acordo com o Ibama, eles são considerados fundamentais para a definição de novas ações.

(com Rádioagência Nacional e Agência Brasil)

Noticia publicada em:  www.revistaencontro.com.br
Share:

Somente nos últimos 3 meses, agrotóxicos mataram cerca de 500 milhões de abelhas no Brasil




No início deste ano, noticiamos a mortandade de abelhas no sul do Brasil por causa de agrotóxicos usados em plantações de soja. No Rio Grande do Sul, cerca de 80% das abelhas morrem por causa do agrotóxico fipronil, que é utilizado na lavoura da soja. O problema é ainda muito mais grave e extenso, pois vem ocorrendo em outros estados do país.
Segundo a Agência Pública e o Repórter Brasil, cerca de 500 milhões de abelhas morreram, nos últimos três meses, em quatro estados brasileiros: 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul.
Essa é a estimativa de associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades. A causa do extermínio, de acordo com especialistas, é o contato da espécie com agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, que já está proibido na Europa há mais de uma década. Os ingredientes contidos nesses agrotóxicos são letais para os insetos quando pulverizados, já que se espalham para além da área atingida.
O Fipronil é um inseticida que atua nas células nervosas dos insetos. Quando aplicado em pulverização aérea, as abelhas ficam diretamente expostas a ele. Uma pesquisa da Embrapa, feita em 2004, constatou que o método dispersa 19% do agrotóxico pulverizado para áreas fora da região de aplicação.
Já os agrotóxicos neonicotinoides têm a capacidade de se espalhar por todas as partes da planta. São usados em diferentes culturas: algodão, milho, soja, arroz e batata.

Polinização e agricultura

Como se sabe, as abelhas são polinizadores da maior parte dos ecossistemas do planeta. São elas as responsáveis por promover a reprodução de várias espécies de plantas. Só no Brasil, 60% das 141 espécies de plantas cultivadas para a alimentação humana e a produção animal dependem em alguma medida da polinização das abelhas. Em escala mundial, esse percentual sobre para 75%, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O apicultor Salvador Gonçalves, presidente dos Apicultores de Cruz Alta (Apicruz), município do Rio Grande do Sul, os venenos pulverizados por aviões pela manhã fazem com que as abelhas apareçam mortas já pela tarde. Aproximadamente,100 milhões de abelhas foram encontradas mortas em Cruz Alta somente no último trimestre. Isso fez com que todo o mel produzido pelos insetos fosse jogado fora pelos apicultores por medo de o produto estar contaminado com os venenos.

E se as abelhas desaparecerem?

Isso seria um caos planetário. A pesquisadora da Embrapa e doutora em Ecologia de Insetos Carmem Pires explica que deixaríamos de consumir várias frutas ou elas ficariam muito caras, já que o trabalho de polinização feito pelas abelhas teria de ser feito manualmente por seres humanos.
O trabalho de polinização das abelhas também afeta, indiretamente, outras culturas, como a da soja.
“Na de soja, por exemplo, é identificado um aumento em 18% da produção. É importante destacar também o efeito em cadeia. As plantas precisam das abelhas para formar suas sementes e frutos, que são alimento de diversas aves, que por sua vez são a dieta alimentar de outros animais. A morte de abelhas afeta toda a cadeia alimentar”, esclarece a pesquisadora.
Os papéis das abelhas em uma colmeia são muito bem delimitados. A morte desses polinizadores via contato com agrotóxicos pode ocorrer de várias maneiras. A mais comum é quando a abelha operária sai para a polinização. Algumas acabam morrendo imediatamente, enquanto outras ficam desorientadas e infectadas. As sobreviventes tentam regressar à colmeia mas tanto podem morrer no caminho, como infectar toda a colmeia, quando conseguem regressar. O resultado é que todo o enxame morre em apenas um dia.

E agora?

Com esse evidente extermínio de abelhas no país, as associações de apicultores começaram a se organizar. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o engenheiro agrônomo Aroni Sattler emitiu 30 laudos para apicultores do estado comprovando o contato dos insetos com pesticidas. De posse do laudo, eles podem recorrer à Justiça para serem ressarcidos de seus prejuízos.
Entretanto, o agrônomo ressalta que as abelhas nativas silvestres são as que mais correm risco de mortandade, pois não há registro de quantas estão morrendo.
“O impacto do uso desses agrotóxicos atinge um raio de 3 a 5 quilômetros das lavouras. Tudo no entorno desaparece”, comenta.
Outro problema destacado por Sattler é a falta de informação sobre a aplicação dos agrotóxicos:
“Há casos de mortandade que acontecem porque os agricultores utilizam o agrotóxico de modo errado, ou até mesmo, por falta de conhecimento, eles acham que a abelha prejudica a lavoura e passam veneno”.

Como denunciar?

As denúncias sobre mortes de abelhas devem ser reportadas às defensorias agrícolas ligadas às secretarias estaduais ou municipais. Aconselha-se, também, aos apicultores informar a Polícia Militar Ambiental e fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
No Rio Grande do Sul, há dois anos havia apenas duas denúncias registradas, embora houvesse muitos mais casos de abelhas mortas. É preciso tornar a denúncia oficial para governos e para a sociedade. A Lei Federal 7.802/89 (a Lei dos Agrotóxicos) prevê que a fiscalização do uso dos agrotóxicos é de competência dos órgãos estaduais. Entretanto, problemas provocados pelo uso desses químicos devem ser informados às secretarias de Meio Ambiente ou de Agricultura dos estados.
Embora exista base legal para considerar como crime ambiental a morte de abelhas, o Ibama diz que é muito difícil comprová-lo.
“Quando isso fica comprovado – uso onde não devia, na quantidade que não devia, na época que não devia, usando equipamento que não devia e causando a mortalidade – aí se enquadra no artigo e se trata de crime ambiental”, informa o Instituto, através da assessoria de imprensa.


Referencia:
•  www.greenme.com.br


















Share:

Bitucas de cigarro poluem mais que plástico


Bituca de cigarro em primeiro lugar entre os resíduos do oceano: poluem mais que plástico




    Pontas de cigarro poluem mais que canudos e sacolas plásticas. Os dados vêm de um novo relatório da NBC News, segundo o qual, tudo isso acontece porque apesar da lei e da promessa de altas multas, poucos são os que se preocupam com as consequências.
    Quantas vezes você já ouviu falar sobre a possibilidade de reciclar filtros de cigarro? Provavelmente pouco ou nunca, pois não há regulamentação precisa sobre o descarte do cigarro.
    Enquanto que com os canudos e as sacolinhas plásticas muitos governos e empresas começaram a adotar uma filosofia mais verde e bani-los, com relação às bitucas, tem muita coisa ainda a ser feita.
    Uma bituca parece demasiado pequena para poluir tanto?!



    De acordo com o novo relatório da NBC News, em primeiro lugar entre os poluentes e resíduos produzidos pelos seres humanos, e que a cada ano acabam indo parar nos mares e oceanos, estão propriamente as bitucas de cigarro. A maioria dos 5,6 trilhões de cigarros produzidos por ano tem um filtro feito de acetato de celulose que leva mais de dez anos para se decompor.
    Imagine, portanto, o que acontece nas nossas belas praias onde as pontas de cigarro são enterradas.
    De acordo com dados coletados pelo Cigarette Butt Pollution Project cerca de dois terços destes filtros são jogados na rua ou nas praias. Os filtros são não-biodegradáveis ​e ​acabam poluindo à enésima potência.


    A organização ambientalista Ocean Conservacy que financia a limpeza de praias, revela que em 32 anos, 60 milhões de bitucas foram encontradas e estas poderiam destruir ecossistemas marinhos e a vida aquática em geral poluindo rios, córregos e vias navegáveis.
    É impossível saber quantos cigarros foram descartados na natureza, mas muitos restos são encontrados nos estômagos dos pássaros, peixes e tartarugas e são uma das principais causas de morte destes animais. O problema, no entanto, parece não afetar muito os fumantes que continuam adotando um comportamento errado.
    Se pouco ou nada pode ser feito para impedir as pessoas de fumarem porque, cada um cuida (ou descuida) de si, com o projeto Cigarette Butt Pollution, fundado pelo professor de Saúde Pública da Universidade Estadual de San Diego, Thomas Novotny, em parceria com um grupo de advogados ambientalistas, busca-se proibir a produção e comercialização destes filtros não-biodegradáveis mas, por enquanto, apenas prevalecem os conflitos de interesses entre os lobbies que se colocam no mercado.
    Veja as imagens de uma campanha de conscientização promovida pela Universidade do Texas em 2009 para nos fazer refletir sobre a poluição causada pelo cigarro. Os anos passam e as imagens continuam a ser tão atuais:







    Mais um motivo para parar de fumar.

    Referência:
      www.greenme.com.br
    Share:

    Arco-Íris Maçã (Glossolepis Incisus)

    Endêmico do lago Sentani, Indonésia, apresenta corpo ovóide e lateralmente comprimido , com cabeça pequena em relação ao corpo. O macho é vermelho brilhante e as fêmeas são mais escuras. De nado rápido e nervoso, não são agressivos com outros peixes e vivem em torno de 5 anos.



    Nome Popular:Arco-Íris Maçã
    Nome Científico:Glossolepis Incisus
    Família:Melanotenídeos
    Habitat:Nova Guiné
    Sociabilidade:Casal, cardume
    Comportamento:Pacífico
    pH:6,0 ~ 7,2
    Temperatura:22º a 28°C
    Dieta:Onívoro
    Tamanho do Peixe:15cm

    Reprodução: Como a maioria dos melanotenídeos, reproduz-se de outubro à dezembro. A fêmea desova de 100 a 150 ovos por dia, por vários dias, em plantas de folhas finas ou raízes de flutuantes, após ser cortejada pelo macho. Os ovos são adesivos e demoram de 7 à 10 dias para eclodir. Os alevinos devem ser alimentados ,nos primeiros dias, com infusórios e náupilos de artêmias.

    Imagem retirada do site
    peixeornamental.wordpress.com

    Share:

    Arco-Iris Boesemani (Melanotaenia Boesemani)

    O Arco-Iris Boesemani é um peixe muito lindo e são bem pacíficos de nado rápido e nervoso. Recomendado não manter junto de outros Melanotenídeos devido ao risco de hibridação.



    Nome Popular: Arco-Iris Boesemani
    Nome Científico: Melanotaenia Boesemani
    Família: Melanotenídeos
    Origem: Nova Guiné
    Sociabilidade: Casal, Grupo
    Comportamento: Pacífico
    pH: 6,5 ~ 7,0
    Temperatura: 26º a 30°C
    Dieta: Onívoro
    Tamanho do Peixe: 12 cm

    Reprodução: A dureza da água não deve superar os 10ºdGH. Respeitada essa condição , são peixes fáceis de reproduzir , podendo-se retirar os pais do aquário ou mesmo retirar as plantas onde houve a postura para se obter um índice de sucesso maior. Depois de instalado o casal, devem ser colocadas plantas de folhas finas que cheguem à superfície. O macho persegue a fêmea com insistência por todo o aquário, mostrando suas melhores e mais intensas cores.O casal se funde em abraço, flanco com flanco, junto às plantas. O contato, em que o macho se dobra sobre a fêmea, dura apenas uns segundos, mas durante esse lapso a fêmea libera os ovos translúcidos e o macho cobre-os com seu esperma.A postura pode durar várias horas e é parecida com a dos killis. Os ovos são semi-adesivos e ficam pregados nas plantas , nos vidros e no substrato por meio de filamentos curtos. O número de ovos oscila entre 100 e 200. A eclosão ocorre entre 6 e 7 dias após, com temperaturas entre 24 e 28ºC. Os alevinos são muito pequenos ao nascer, mas após reabsorverem o saco vitelino são capazes de alimentar-se de infusórios e náuplios de artêmia. Com um mês de vida podem medir cerca de um centímetro, e com 4 meses medem 3,5 cm.
    Share:

    Apistograma Cacatua (Apistogramma cacatuoides)

    Apistograma Cacatua ao lado do Ramirezi, é o ciclídeo anão mais comum de se encontrar no comércio, devido a facilidade em sua reprodução e beleza. Existem algumas variações de cores como Amarelo, Duplo e Triplo Vermelho. Deve-se evitar criar mais de um macho no mesmo aquário, uma vez que são extremamente territorialistas entre eles. Seu nome popular (Cacatua, Cockatoo) se deve a similaridade de seu “topete” (raios dorsais) ao topete dos pássaros do gênero Cacatua da família Cacatuidae.




    Nome Popular: Apistograma Cacatua
    Nome Científico: Apistogramma cacatuoides
    Família: Cichlidae
    Origem: América do Sul; bacia do rio Amazonas e seus tributários no Ucayali, Amazonas, Solimões e Tabatinga.
    Sociabilidade: Casal
    Comportamento: Pacífico e comunitário
    pH: 6,0 ~ 7,0
    Temperatura: 24º a 28°C
    Dieta: Onívoro
    Tamanho do Peixe: 10 cm

     

    Reprodução: Ovíparo, disseminador de substrato ou objetos, pais cuidam dos alevinos.


    Share:

    Apistograma Bitaeniata

    Os Apistograma macho são maiores e mais colorido, tem a nadadeira ventral maior com as pontas das nadadeiras anal, dorsal e caudal finas. A fêmea menor que o macho, possui uma coloração amarelada, as pontas das nadadeiras anal, dorsal e caudal são arredondadas. 





    Nome Popular: Apistograma Bitaeniata
    Nome Científico: Apistogramma bitaeniata
    Família: Cichlidae
    Origem: América do Sul, Peru, Colômbia e Rio Tefé no Brasil
    Sociabilidade: Casal
    Comportamento: Agressivo
    pH: 6,4 a 7,5
    Temperatura: 22 a 28ºC
    Dieta Carnívoro
    Tamanho do Peixe: 9 cm

    Reprodução:
    Ovíparo, a fêmea realiza a postura dos ovos em local discreto como cavernas e embaixo de troncos ou rochas. Durante o período de reprodução a fêmea fica com a coloração bem mais forte e muito mais agressiva, após a eclosão que deve ocorrer após o segundo ou terceiro dia é melhor retirar o macho para evitar brigas entre o casal. A fêmea irá cuidar dos alevinos levando-os para fora do local de postura, a partir dai pode-se oferecer alimentos vivos como náuplios de artêmias.
    Share:

    Total de visualizações

    Nosso Fórum

    vida de aquarista

    Publicidade

    Postagem Recente