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Outro peixe leão é capturado em Noronha

 

Quinto peixe invasor venenoso é capturado em Fernando de Noronha em um mês

Peixe-leão foi encontrado por mergulhadores a 40 metros de profundidade, próximo à Praia da Conceição, em frente ao Morro do Pico. Foi a segunda captura em menos de uma semana e a sexta desde dezembro de 2020.


Mais um peixe-leão, animal de espécie invasora e venenosa, foi capturado por mergulhadores em Fernando de Noronha. Este, que foi o quinto encontrado no arquipélago em um mês, foi achado a 40 metros de profundidade, nas proximidades da Praia da Conceição, em frente ao Morro do Pico.

Essa segunda captura em menos de uma semana e a sexta desde dezembro de 2020, quando o peixe invasor foi localizado pela primeira vez em Noronha.


O peixe-leão foi encontrado na quinta-feira (2) pelos mergulhadores da operadora Sea Paradise Silvio Santos e Lucas Zappe. Os profissionais foram capacitados pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) para esse tipo de trabalho e, portanto, tinham autorização para recolher o peixe.

"Dos seis animais encontrados na ilha, nós capturamos cinco. Esse peixe estava próximo às áreas onde identificamos os outros. Se a gente for pontuar os locais das capturas, dá um raio de uma milha (menos de dois quilômetros), no máximo", informou o diretor da operação de mergulho, Fernando Rodrigues.
Por que um peixe invasor ameaça o ecossistema em Fernando de Noronha


Rodrigues disse, ainda, que um arpão foi utilizado para recolher o peixe, como prevê o protocolo montado pelo ICMBio. O instituto indicou que apenas profissionais capacitados ou servidores do instituto podem fazer a captura do peixe-leão, devido aos riscos que o animal oferece (veja vídeo acima).

O nome científico do peixe-leão é Pterois volitans. Essa espécie tem espinhos venenosos que contêm uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões aos seres humanos.

O animal é predador e pode consumir espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região, além de causar um desequilíbrio ecológico.


Mergulhadores fizeram a quinta captura de peixe-leão em um mês — Foto: Sea Paradise/Divulgação


Outras capturas


A primeira captura do peixe-leão em Noronha ocorreu em dezembro de 2020. Foram quase oito meses até que outro espécime fosse encontrado novamente, no dia 3 de agosto, a 32 metros de profundidade. Esse foi o primeiro registro em 2021.

O terceiro peixe-leão foi capturado oito dias depois, em 11 de agosto, a uma profundidade de 18 metros. A quarta captura da espécie invasora, terceira de 2021, ocorreu no dia 24, a 27 metros de profundidade.
Peixe-leão é considerado uma ameaça ao ecossistema de Noronha — Foto: Thiege Rodrigues/All Angle/Divulgação

Peixe-leão é considerado uma ameaça ao ecossistema de Noronha — Foto: Thiege Rodrigues/All Angle/Divulgação

Quatros dias após, no dia 28 de agosto, o quinto peixe-leão, quarto deste ano. Ele foi capturado em um ponto de mergulho chamado Laje Dois Irmãos, nas proximidades da praia da Cacimba do Padre, numa profundidade de 20 metros

Treinamento



Espécie de peixe-leão pode já estar instalada em Noronha, diz chefe do ICMBio

O ICMBio tem realizado uma série de capacitações com profissionais que trabalham com o mergulho. No treinamento são repassadas informações da espécie e orientações para a captura segura (veja vídeo acima).

O peixe-leão pode viver a até 100 metros de profundidade e, por isso, a colaboração de mergulhadores autônomos na localização dos espécimes é essencial.

Para quem não recebeu a capacitação, a orientação, em caso de encontrar o animal, não é tocar nem chegar próximo do peixe. A recomendação é acionar o ICMBio através do e-mail ngi.noronha@icmbio.gov.br ou ligar para (81) 3619-1156.
Informações do peixe-leão repassadas no treinamento do ICMBio — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Informações do peixe-leão repassadas no treinamento do ICMBio — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Os pesquisadores acreditam que o peixe-leão encontrado em Noronha veio do Caribe. Os cinco animais capturados anteriormente foram levados para o Recife, na quarta-feira (1º), para análise no Projeto Conservação Recifal (PCR).

O diretor do projeto, Pedro Pereira, afirmou que amostras dos peixes-leão vão ser enviadas para a Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos para que também sejam realizadas análises nessas instituições.

Fonte:
G1.Globo

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