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Recuperação do rio Doce pode levar 15 anos


(foto: Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação)
A recuperação ambiental da bacia do rio Doce, que vai de Minas Gerais para o Espírito Santo, três anos após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana (MG) ainda dá o primeiros passos, na avaliação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Suely Araújo, presidente do Ibama, calcula que serão precisos aproximadamente mais 15 anos para se ter resultados mais concretos para as ações que estão sendo feitas na área afetada.

Considerado a maior tragédia ambiental do Brasil, o rompimento da barragem completou três anos na última segunda, dia 5 de novembro. No episódio, foram liberados no ambiente cerca de 39 milhões de m³ de rejeitos, que destruiu comunidades, devastou florestas e poluiu rios, além de deixar 19 mortos. "Temos programas para mais 15 anos. A natureza tem seu tempo. Não se faz recuperação ambiental em dois ou três anos. Isso não existe", comenta Suely Araújo, em entrevista coletiva concedida na semana passada.

A presidente do Ibama preside também o Comitê Interfederativo, que é composto por diferentes estruturas do poder público. Seu objetivo é fiscalizar os trabalhos da Fundação Renova, criada pela Samarco para gerir todo o esforço de reparação dos danos causados na tragédia. As ações planejadas são financiadas com recursos da mineradora e de suas acionistas, a Vale e a BHP Billiton. Tanto o Comitê Interferativo como a Fundação Renova foram previstos no acordo que as mineradoras assinaram em março de 2016 com a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.


"O comitê só vai parar de trabalhar quando considerar concluídos todos os 42 programas que foram definidos", afirma Suely. Segundo ela, a existência da estrutura independe de quem estiver a frente do governo federal, pois consta em termo assinado pela União e homologado na justiça.

Apesar da natureza exigir seu tempo próprio, tanto o Ibama quanto a Fundação Renova informam que há avanços no reflorestamento. As ações visando o reflorestamento tiveram início em 2016 com uma revegetação inicial com gramíneas e leguminosas em diversos trechos da área mais afetada, entre a barragem e a Usina Hidrelétrica de Candonga, em Santa Cruz do Escalvado (MG). A medida, de cunho emergencial, buscou combater a erosão e estabilizar o solo. Suely explica que, só após esta primeira fase, teve início o reflorestamento.

Recomposição

De acordo com o engenheiro florestal Gabriel Kruschewsky, da Fundação Renova, a recomposição de espécies nativas em áreas de preservação permanente começou no princípio deste ano. Até o momento, 95 hectares foram plantados. A meta é recuperar 540 hectares nas áreas de preservação permanente atingidas pela lama.

Segundo o engenheiro florestal, o reflorestamento se dá de forma integrada com a recuperação produtiva em sítios e fazendas. Esse trabalho é voltado para outros 600 hectares que eram destinados à pastagem e ao cultivo de culturas agrícolas. A Fundação Renova também atua na regularização ambiental das propriedades rurais e pretende recompor cerca de 500 hectares de áreas de preservação permanente existentes no interior delas. Trata-se de vegetação que não foi alcançada pela lama, mas que já se encontrava degradada. Todas estas ações, no entanto, dependem da adesão do produtor. 'É opcional, mas a procura tem sido alta. Também estamos fazendo campanha de mobilização com os produtores", comenta Gabriel à Agência Brasil.

O compromisso da Fundação Renova é recuperar não apenas a área de vegetação diretamente impactada na tragédia, como também outros 40 mil hectares degradados da bacia do rio Doce. Trata-se de uma medida compensatória  prevista no acordo entre as mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. É previsto o plantio direto de 10 mil hectares e, nos demais 30 mil hectares, será conduzido um trabalho que proporcione a regeneração natural. Outro compromisso assumido envolve a recuperação de cinco mil nascentes, que receberão novas árvores no entorno.

Na área diretamente afetada, a opção por retirar ou não a lama depositada varia conforme as características de cada trecho. A decisão é tomada buscando o menor impacto ambiental e segue um plano de manejo elaborado após discussão com especialistas. Conforme o engenheiro ambiental Pedro Ivo, que também atua na Fundação Renova, a remoção nem sempre é o melhor caminho, pois o tráfego intenso de caminhões, por exemplo, pode trazer prejuízos ao meio ambiente. A dificuldade de se encontrar um novo local para receber o material também é observada.

De acordo com Pedro, o rejeito não é tóxico e plantar sobre ele não é um problema, embora demande um trabalho de recuperação similar ao que se faz em um solo degradado. "O rejeito é pobre em matéria orgânica. O plantio emergencial das leguminosas, que são espécies de plantas que crescem rapidamente e se renovam, já gera matéria orgânica que se mistura com o rejeito. Além disso, nós fazemos adubação com nitrogênio, fósforo e potássio", diz à Agência Brasil. O engenheiro ambiental explica que algumas ações vêm sendo desenvolvidas com intensa participação das comunidades. A recuperação de uma cachoeira no distrito de Camargos, no município de Mariana, estaria sendo conduzida a partir de decisões da população local.

Rio Doce

A qualidade da água do rio Doce vem sendo vista de forma distinta por diferentes agentes envolvidos na reparação dos danos. Por um lado, a Fundação Renova garante que os parâmetros de metal já são similares ao que se observava antes da tragédia. De outro, a Justiça Federal mantém suas reservas e ainda não suspendeu a liminar que proibiu a pesca na foz. Em vigor desde fevereiro de 2016, ela impede a atividade pesqueira em dois municípios do litoral capixaba: Aracruz e Linhares.

Já em Minas Gerais, é o Instituto Estadual de Florestas (IEF), autarquia ligado ao governo mineiro, que restringe a pesca. A atividade estava vetada desde 1º novembro de 2016. Em maio do ano passado, foi liberada a captura de algumas espécies de peixes, como o mandi e a tilápia, situação que permanece desde então.

"Hoje é a bacia mais monitorada do Brasil. Temos 92 pontos de monitoramento da qualidade da água, sendo 22 estações de monitoramento automático que liberam 80 parâmetros por minuto e isso é avaliado. Uma consultoria independente faz um relatório que é enviado para os órgãos ambientais como a Agência Nacional de Águas [ANA] e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas [Igam]", explica Andrea Aguiar Azevedo, diretora-executiva de engajamento, participação e desenvolvimento institucional da Fundação Renova, à Agência Brasil. Segundo ela, o sistema é operacionalizado pela fundação, mas utilizado pelos órgãos públicos ambientais.

Além da qualidade da água, desde setembro do ano passado está em curso um estudo da biodiversidade aquática no Espírito Santo, através de convênio com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest). São 230 pontos de coletas de dados e amostras espalhados nos rios da bacia, nos mangues, em praias, lagoas, ilhas e também no mar. As análises envolverão desde as bactérias até as baleiras. Para dar conta da dimensão dos trabalhos, foi organizada a Rede Rio Doce Mar, uma rede colaborativa acadêmica formada por pesquisadores de 24 instituições de todo o país e com coordenação central na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Em julho do ano passado, a Fundação Renova também deu início a um monitoramento terrestre para verificar os níveis de metais na fauna e na flora. Para este trabalho, foi contratada a empresa Bicho do Mato Meio-Ambiente. A realização de todos esses monitoramentos são também compromissos assumidos no acordo firmado com a União e os governos mineiro e capixaba. De acordo com o Ibama, eles são considerados fundamentais para a definição de novas ações.

(com Rádioagência Nacional e Agência Brasil)

Noticia publicada em:  www.revistaencontro.com.br
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Somente nos últimos 3 meses, agrotóxicos mataram cerca de 500 milhões de abelhas no Brasil




No início deste ano, noticiamos a mortandade de abelhas no sul do Brasil por causa de agrotóxicos usados em plantações de soja. No Rio Grande do Sul, cerca de 80% das abelhas morrem por causa do agrotóxico fipronil, que é utilizado na lavoura da soja. O problema é ainda muito mais grave e extenso, pois vem ocorrendo em outros estados do país.
Segundo a Agência Pública e o Repórter Brasil, cerca de 500 milhões de abelhas morreram, nos últimos três meses, em quatro estados brasileiros: 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul.
Essa é a estimativa de associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades. A causa do extermínio, de acordo com especialistas, é o contato da espécie com agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, que já está proibido na Europa há mais de uma década. Os ingredientes contidos nesses agrotóxicos são letais para os insetos quando pulverizados, já que se espalham para além da área atingida.
O Fipronil é um inseticida que atua nas células nervosas dos insetos. Quando aplicado em pulverização aérea, as abelhas ficam diretamente expostas a ele. Uma pesquisa da Embrapa, feita em 2004, constatou que o método dispersa 19% do agrotóxico pulverizado para áreas fora da região de aplicação.
Já os agrotóxicos neonicotinoides têm a capacidade de se espalhar por todas as partes da planta. São usados em diferentes culturas: algodão, milho, soja, arroz e batata.

Polinização e agricultura

Como se sabe, as abelhas são polinizadores da maior parte dos ecossistemas do planeta. São elas as responsáveis por promover a reprodução de várias espécies de plantas. Só no Brasil, 60% das 141 espécies de plantas cultivadas para a alimentação humana e a produção animal dependem em alguma medida da polinização das abelhas. Em escala mundial, esse percentual sobre para 75%, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O apicultor Salvador Gonçalves, presidente dos Apicultores de Cruz Alta (Apicruz), município do Rio Grande do Sul, os venenos pulverizados por aviões pela manhã fazem com que as abelhas apareçam mortas já pela tarde. Aproximadamente,100 milhões de abelhas foram encontradas mortas em Cruz Alta somente no último trimestre. Isso fez com que todo o mel produzido pelos insetos fosse jogado fora pelos apicultores por medo de o produto estar contaminado com os venenos.

E se as abelhas desaparecerem?

Isso seria um caos planetário. A pesquisadora da Embrapa e doutora em Ecologia de Insetos Carmem Pires explica que deixaríamos de consumir várias frutas ou elas ficariam muito caras, já que o trabalho de polinização feito pelas abelhas teria de ser feito manualmente por seres humanos.
O trabalho de polinização das abelhas também afeta, indiretamente, outras culturas, como a da soja.
“Na de soja, por exemplo, é identificado um aumento em 18% da produção. É importante destacar também o efeito em cadeia. As plantas precisam das abelhas para formar suas sementes e frutos, que são alimento de diversas aves, que por sua vez são a dieta alimentar de outros animais. A morte de abelhas afeta toda a cadeia alimentar”, esclarece a pesquisadora.
Os papéis das abelhas em uma colmeia são muito bem delimitados. A morte desses polinizadores via contato com agrotóxicos pode ocorrer de várias maneiras. A mais comum é quando a abelha operária sai para a polinização. Algumas acabam morrendo imediatamente, enquanto outras ficam desorientadas e infectadas. As sobreviventes tentam regressar à colmeia mas tanto podem morrer no caminho, como infectar toda a colmeia, quando conseguem regressar. O resultado é que todo o enxame morre em apenas um dia.

E agora?

Com esse evidente extermínio de abelhas no país, as associações de apicultores começaram a se organizar. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o engenheiro agrônomo Aroni Sattler emitiu 30 laudos para apicultores do estado comprovando o contato dos insetos com pesticidas. De posse do laudo, eles podem recorrer à Justiça para serem ressarcidos de seus prejuízos.
Entretanto, o agrônomo ressalta que as abelhas nativas silvestres são as que mais correm risco de mortandade, pois não há registro de quantas estão morrendo.
“O impacto do uso desses agrotóxicos atinge um raio de 3 a 5 quilômetros das lavouras. Tudo no entorno desaparece”, comenta.
Outro problema destacado por Sattler é a falta de informação sobre a aplicação dos agrotóxicos:
“Há casos de mortandade que acontecem porque os agricultores utilizam o agrotóxico de modo errado, ou até mesmo, por falta de conhecimento, eles acham que a abelha prejudica a lavoura e passam veneno”.

Como denunciar?

As denúncias sobre mortes de abelhas devem ser reportadas às defensorias agrícolas ligadas às secretarias estaduais ou municipais. Aconselha-se, também, aos apicultores informar a Polícia Militar Ambiental e fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
No Rio Grande do Sul, há dois anos havia apenas duas denúncias registradas, embora houvesse muitos mais casos de abelhas mortas. É preciso tornar a denúncia oficial para governos e para a sociedade. A Lei Federal 7.802/89 (a Lei dos Agrotóxicos) prevê que a fiscalização do uso dos agrotóxicos é de competência dos órgãos estaduais. Entretanto, problemas provocados pelo uso desses químicos devem ser informados às secretarias de Meio Ambiente ou de Agricultura dos estados.
Embora exista base legal para considerar como crime ambiental a morte de abelhas, o Ibama diz que é muito difícil comprová-lo.
“Quando isso fica comprovado – uso onde não devia, na quantidade que não devia, na época que não devia, usando equipamento que não devia e causando a mortalidade – aí se enquadra no artigo e se trata de crime ambiental”, informa o Instituto, através da assessoria de imprensa.


Referencia:
•  www.greenme.com.br


















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Bitucas de cigarro poluem mais que plástico


Bituca de cigarro em primeiro lugar entre os resíduos do oceano: poluem mais que plástico

    Bituca de cigarro

    Pontas de cigarro poluem mais que canudos e sacolas plásticas. Os dados vêm de um novo relatório da NBC News, segundo o qual, tudo isso acontece porque apesar da lei e da promessa de altas multas, poucos são os que se preocupam com as consequências.
    Quantas vezes você já ouviu falar sobre a possibilidade de reciclar filtros de cigarro? Provavelmente pouco ou nunca, pois não há regulamentação precisa sobre o descarte do cigarro.
    Enquanto que com os canudos e as sacolinhas plásticas muitos governos e empresas começaram a adotar uma filosofia mais verde e bani-los, com relação às bitucas, tem muita coisa ainda a ser feita.
    Uma bituca parece demasiado pequena para poluir tanto?!

    cigarro praia 1

    De acordo com o novo relatório da NBC News, em primeiro lugar entre os poluentes e resíduos produzidos pelos seres humanos, e que a cada ano acabam indo parar nos mares e oceanos, estão propriamente as bitucas de cigarro. A maioria dos 5,6 trilhões de cigarros produzidos por ano tem um filtro feito de acetato de celulose que leva mais de dez anos para se decompor.
    Imagine, portanto, o que acontece nas nossas belas praias onde as pontas de cigarro são enterradas.
    De acordo com dados coletados pelo Cigarette Butt Pollution Project cerca de dois terços destes filtros são jogados na rua ou nas praias. Os filtros são não-biodegradáveis ​e ​acabam poluindo à enésima potência.
    A organização ambientalista Ocean Conservacy que financia a limpeza de praias, revela que em 32 anos, 60 milhões de bitucas foram encontradas e estas poderiam destruir ecossistemas marinhos e a vida aquática em geral poluindo rios, córregos e vias navegáveis.
    É impossível saber quantos cigarros foram descartados na natureza, mas muitos restos são encontrados nos estômagos dos pássaros, peixes e tartarugas e são uma das principais causas de morte destes animais. O problema, no entanto, parece não afetar muito os fumantes que continuam adotando um comportamento errado.
    Se pouco ou nada pode ser feito para impedir as pessoas de fumarem porque, cada um cuida (ou descuida) de si, com o projeto Cigarette Butt Pollution, fundado pelo professor de Saúde Pública da Universidade Estadual de San Diego, Thomas Novotny, em parceria com um grupo de advogados ambientalistas, busca-se proibir a produção e comercialização destes filtros não-biodegradáveis mas, por enquanto, apenas prevalecem os conflitos de interesses entre os lobbies que se colocam no mercado.
    Veja as imagens de uma campanha de conscientização promovida pela Universidade do Texas em 2009 para nos fazer refletir sobre a poluição causada pelo cigarro. Os anos passam e as imagens continuam a ser tão atuais:

    cigarro praia 2
    cigarro praia 3


    Mais um motivo para parar de fumar.

    Referência:
      www.greenme.com.br
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    Arco-Íris Maçã (Glossolepis Incisus)

    Endêmico do lago Sentani, Indonésia, apresenta corpo ovóide e lateralmente comprimido , com cabeça pequena em relação ao corpo. O macho é vermelho brilhante e as fêmeas são mais escuras. De nado rápido e nervoso, não são agressivos com outros peixes e vivem em torno de 5 anos.



     

    Nome Popular:Arco-Íris Maçã
    Nome Científico:Glossolepis Incisus
    Família:Melanotenídeos
    Habitat:Nova Guiné
    Sociabilidade:Casal, cardume
    Comportamento:Pacífico
    pH:6,0 ~ 7,2
    Temperatura:22º a 28°C
    Dieta:Onívoro
    Tamanho do Peixe:15cm

    Reprodução: Como a maioria dos melanotenídeos, reproduz-se de outubro à dezembro. A fêmea desova de 100 a 150 ovos por dia, por vários dias, em plantas de folhas finas ou raízes de flutuantes, após ser cortejada pelo macho. Os ovos são adesivos e demoram de 7 à 10 dias para eclodir. Os alevinos devem ser alimentados ,nos primeiros dias, com infusórios e náupilos de artêmias.
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    Arco-Iris Boesemani (Melanotaenia Boesemani)

    O Arco-Iris Boesemani é um peixe muito lindo e são bem pacíficos de nado rápido e nervoso. Recomendado não manter junto de outros Melanotenídeos devido ao risco de hibridação.


    Nome Popular: Arco-Iris Boesemani
    Nome Científico: Melanotaenia Boesemani
    Família: Melanotenídeos
    Origem: Nova Guiné
    Sociabilidade: Casal, Grupo
    Comportamento: Pacífico
    pH: 6,5 ~ 7,0
    Temperatura: 26º a 30°C
    Dieta: Onívoro
    Tamanho do Peixe: 12 cm

    Reprodução: A dureza da água não deve superar os 10ºdGH. Respeitada essa condição , são peixes fáceis de reproduzir , podendo-se retirar os pais do aquário ou mesmo retirar as plantas onde houve a postura para se obter um índice de sucesso maior. Depois de instalado o casal, devem ser colocadas plantas de folhas finas que cheguem à superfície. O macho persegue a fêmea com insistência por todo o aquário, mostrando suas melhores e mais intensas cores.O casal se funde em abraço, flanco com flanco, junto às plantas. O contato, em que o macho se dobra sobre a fêmea, dura apenas uns segundos, mas durante esse lapso a fêmea libera os ovos translúcidos e o macho cobre-os com seu esperma.A postura pode durar várias horas e é parecida com a dos killis. Os ovos são semi-adesivos e ficam pregados nas plantas , nos vidros e no substrato por meio de filamentos curtos. O número de ovos oscila entre 100 e 200. A eclosão ocorre entre 6 e 7 dias após, com temperaturas entre 24 e 28ºC. Os alevinos são muito pequenos ao nascer, mas após reabsorverem o saco vitelino são capazes de alimentar-se de infusórios e náuplios de artêmia. Com um mês de vida podem medir cerca de um centímetro, e com 4 meses medem 3,5 cm.
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    Apistograma Cacatua (Apistogramma cacatuoides)

    Apistograma Cacatua ao lado do Ramirezi, é o ciclídeo anão mais comum de se encontrar no comércio, devido a facilidade em sua reprodução e beleza. Existem algumas variações de cores como Amarelo, Duplo e Triplo Vermelho. Deve-se evitar criar mais de um macho no mesmo aquário, uma vez que são extremamente territorialistas entre eles. Seu nome popular (Cacatua, Cockatoo) se deve a similaridade de seu “topete” (raios dorsais) ao topete dos pássaros do gênero Cacatua da família Cacatuidae.

    Nome Popular: Apistograma Cacatua
    Nome Científico: Apistogramma cacatuoides
    Família: Cichlidae
    Origem: América do Sul; bacia do rio Amazonas e seus tributários no Ucayali, Amazonas, Solimões e Tabatinga.
    Sociabilidade: Casal
    Comportamento: Pacífico e comunitário
    pH: 6,0 ~ 7,0
    Temperatura: 24º a 28°C
    Dieta: Onívoro
    Tamanho do Peixe: 10 cm
    Reprodução: Ovíparo, disseminador de substrato ou objetos, pais cuidam dos alevinos.
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    Apistograma Bitaeniata

    Os Apistograma macho são maiores e mais colorido, tem a nadadeira ventral maior com as pontas das nadadeiras anal, dorsal e caudal finas. A fêmea menor que o macho, possui uma coloração amarelada, as pontas das nadadeiras anal, dorsal e caudal são arredondadas.


    Nome Popular: Apistograma Bitaeniata
    Nome Científico: Apistogramma bitaeniata
    Família: Cichlidae
    Origem: América do Sul, Peru, Colômbia e Rio Tefé no Brasil
    Sociabilidade: Casal
    Comportamento: Agressivo
    pH: 6,4 a 7,5
    Temperatura: 22 a 28ºC
    Dieta Carnívoro
    Tamanho do Peixe: 9 cm

    Reprodução:
    Ovíparo, a fêmea realiza a postura dos ovos em local discreto como cavernas e embaixo de troncos ou rochas. Durante o período de reprodução a fêmea fica com a coloração bem mais forte e muito mais agressiva, após a eclosão que deve ocorrer após o segundo ou terceiro dia é melhor retirar o macho para evitar brigas entre o casal. A fêmea irá cuidar dos alevinos levando-os para fora do local de postura, a partir dai pode-se oferecer alimentos vivos como náuplios de artêmias.
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    Apisto Trifasciata (Apistogramma trifasciata)

    O Apisto Trifasciata é o membro mais dócil entre os Apistogrammas, mesmo assim os machos da mesma espécie não si toleram, por isso recomenda-se sempre um casal ou harém no aquário. Eles si dão muito bem em aquários comunitários desde que haja refúgios e também si adaptam muito bem em aquários plantados. Como a maioria dos Apistogrammas, eles demora um pouco para aceitar rações, devido a sua grande timidez. Mas no decorrer da semana passa a comer normalmente.


    Nome Popular:Apisto Trifasciata
    Nome Científico:Apistogramma trifasciata
    Família:Cichlidae
    Habitat:Bacia Amazônica
    Sociabilidade:Casal
    Comportamento:Pacífico com outros peixes que não seja da mesma espécie.
    pH:5,8 ~ 6,5
    Temperatura:20 a 28ºC
    Dieta:Onívoro
    Tamanho Máximo do Peixe:6cm os machos e 4cm as fêmeas.

    Dimorfismo Sexual:
    Os machos são maiores que as fêmeas. Entre as três faixas negras (característica que deu o nome à espécie), as cores dos machos alternam entre o azul metálico, o azul celeste e, por vezes, o verde metálico, enquanto que a barbatana dorsal termina na cor laranja. As fêmeas, mais monocromáticas, são igualmente bonitas, mostrando na época de acasalamento um tom amarelo esverdeado magnífico.

    Reprodução:
    Para montar um aquário de reprodução, deve-se colocar um par num aquário de, pelo menos, 50 litros e decorá-lo com troncos, folhas e algumas plantas. Para além disso, deve dispor-se, numa zona abrigada, um coco ou um pequeno vaso que sirva de local de postura. Quando estiver preparada para acasalar, a fêmea “vestir-se-á com o seu fato colorido” e chamará o macho para o local escolhido da postura, onde este fertilizará os ovos. A partir deste momento a fêmea passará a defender o local de todos os intrusos, incluindo do próprio macho, enquanto este se encarrega de patrulhar um território mais alargado. Passados alguns dias, a fêmea surgirá a passear a sua prole e, para que a taxa de sobrevivência seja alta, deve alimentar-se os alevins, nos primeiros tempos, com alimentos vivos (artémia recém eclodida e microvermes).

    Referências

    ciclideos.com
    aquahobby.com
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    Apisto agassizi (Apistogramma agassizii)

    Os Apistogramma são peixes fascinantes, o corpo dos machos é cinza prateado, com a região dorsal (principalmente na frente) puxando para o castanho; uma bem definida faixa longitudinal escura corta o corpo o meio, indo dos olhos ate o pedúnculo caudal.
    A barbatana dorsal, tem sua base escura, seguida de uma fina linha amarela e depois toda vermelho vivo, sendo no final debruada de outra linha amarela clara. Essa barbatana (a dorsal) termina deforma bem pontuda. Barbatana caudal vermelho vivo, as barbatanas peitoral e anal , são cinza prateado.
    As fêmeas, têm o corpo todo castanho claro, com a parte ventral um pouco mais clara. Todas as barbatanas são da mesma cor do corpo. Algumas apresentam uma pequena faixa escura partindo da parte de trás dos olhos e indo em direção as barbatanas peitorais.




    Nome Popular: Apisto agassizi
    Nome Científico:Apistogramma 
    família:Cichlidae
    Origem:Brasil - Bacia do Rio Amazonas
    Sociabilidade:Casal, harém
    Comportamento:Pacifico/ Territorial na época de reprodução
    pH:6,0 a 7,2
    Temperatura:22 a 29ºC
    DietaCarnívoro - Aceita muito bem rações secas, ricas em proteínas.
    Tamanho do Peixe:8 cm

    Reprodução:
    Ovíparo, a fêmea irá colocar os ovos em um local escondido que pode ser debaixo de troncos, folhas ou rochas, ou qualquer outro lugar mais discreto. Os ovos eclodem em aproximadamente 48 horas quando mantidos em temperatura mais alta, após dois ou três dias da eclosão os alevinos já consumiram o conteúdo do saco vitelino e começam a nadar.

    A fêmea então começa a levá-los para fora da toca, mas sempre sob seu cuidado atento, a partir daí pode-se dar rações específicas para alevinos e alimentos vivos como náuplios de artêmia, conforme os filhotes forem crescendo alimentos vivos maiores podem ser oferecidos.


    Atenção: Durante a reprodução recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes. À partir de 1 mês de idade os filhotes já podem ser separados da mãe, ou então assim que ela começar a dar sinais que não está mais cuidando deles. Por volta dos 6 meses de idade os filhotes já atingem maturidade sexual e podem começar a reproduzir, mas a coloração final do macho leva mais tempo que isso.

    Fonte de informações
    Google
    Aquaflux
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    Anostomo (Anostomus anostomus (Linne))

    Uma espécie muito bonita, o Anostomo chega a atingir 18cm de comprimento na sua fase adulta. Seu corpo é fino, com listras horizontais amarelo-douradas e pretas em toda a extensão. Apresenta marcas vermelhas nas nadadeiras dorsal e caudal. Prefere si alimentar de raízes de plantas, mantendo a cabeça sempre para baixo. Pertence à família Anostomidae e pode ser encontrado no norte do Brasil.

    Anostomo     P1050818
    Imagem: Google

    Nome Popular: Anostomo
    Nome Científico: Anostomus anostomus (Linne)
    Família: Anostomidae
    Habitat: América do Sul, podendo ser encontrado na Bacia Amazônica e Guiana e Suriname.
    Sociabilidade: Grupo (Cardume)
    Comportamento: Pacífico
    pH: 6,7 ~ 7,0
    Temperatura: 25 a 28ºC
    Dieta: Onívoro
    Tamanho Máximo do Peixe: 18 cm
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    Peixe raríssimo é achado em santuário na costa de São Paulo

    Suspeita é que o animal tenha sido transportado por água armazenada em navios cargueiros. Segundo biólogo, a espécie não prejudica o ambiente nativo e é natural do Oceano Índico.



    Peixe Bandeira, nativo do Oceano Índico, é registrado na costa de São Paulo — Foto: Eric Comin/Arquivo Pessoal


    Um Peixe-Bandeira (Heniochus acuminatus), nativo do Oceano Índico, foi registrado na Laje de Santos, um parque marinho localizado a mais de 40 quilômetros das praias da Baixada Santista. A suspeita é que ele tenha sido transportado por mais de 11 mil quilômetros, até o Atlântico, por meio da água armazenada nos navios cargueiros.
    O registro foi feito durante o fim de semana pelo biólogo e mergulhador Eric Comin, que estuda a fauna existente no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Considerado um santuário por ser um berçário para centenas de espécies de animais, o local tem a pesca proibida e é protegido por leis ambientais.
    "É um registro raro, justamente por ser uma espécie exótica, que não é nativa deste oceano. O Bandeira integra a família dos peixes limpadores, que têm por característica estabelecer uma relação de contato com outros animais, para remover tecidos mortos ou parasitas. Neste caso, ele estava com uma tartaruga", explica.



    Peixe Bandeira foi registrado em meio a um cardume de peixes nativos na Laje de Santos — Foto: Eric Comin/Arquivo Pessoal
    Trata-se do segundo registro da espécie na Laje de Santos. O primeiro ocorreu em 2013 e também foi feito por Comin, cuja aparição resultou em uma publicação científica naquela ocasião. Em 2018, outros pesquisadores relataram a ocorrência desse mesmo animal na costa do Paraná e do Rio de Janeiro.
    "A nossa suspeita é que o transporte dessa espécie tenha ocorrido por meio da água de lastro [aquela captada diretamente do mar para os tanques das embarcações para manter a estabilidade] dos navios, ainda quando em fase larval. E se adaptou bem ao ambiente, sem que houvesse alguma rejeição", explica.



    Laje de Santos localiza-se a aproximadamente 40 quilômetros da costa de SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1
    Ainda de acordo com o especialista, não existe um estudo científico que constate eventual interação danosa do Peixe Bandeira ao ambiente nativo da costa brasileira. "Mesmo ele vindo de tão longe, foi reconhecido pelos peixes da Laje de Santos como sendo um limpador", pondera Eric Comin.
    Nas imagens registradas por ele, o Peixe Bandeira, característicos pelas cores branca, preta e amarela, aparece em meio a um cardume de Salemas (Anisotremus virginicus), de coloração amarelada, que integra a fauna local. Na Laje de Santos, já foram catalogados 196 espécies diferentes de peixes.


    Referência:
    g1.globo.com

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    Melafix Caseiro

    Melaleuca (gênero botânico) é uma planta medicinal arbustiva nativa da Austrália, utilizada amplamente pelos nativos há mais de cem anos.
    Temos as espécies Cajeput (Melaleuca leucadendrosis), Niaoli (Melaleuca quinquenervia) e a Melaleuca alternifolia, todas possuindo propriedades medicinais muito semelhantes, no entanto, Cajeput é irritante para a pele, sendo por isso, menos disponibilizada para a comercialização.
    Normalmente, o mais fácil de ser encontrado é o óleo da M. alternifolia.

    Árvore de Melaleuca alternifolia em seu ambiente natural (Wardell, Austrália). Foto de Essentially Australia

    O óleo extraído de suas finas folhas possui propriedades antibacteriana, cicatrizante, antifúngica e anti-inflamatória, o que o torna uma das substâncias mais eficazes que a natureza pode nos oferecer.
    Sua atividade antimicrobiana de amplo espectro consiste em um mecanismo principal de ação que atua provocando danos nas membranas das células, causando a morte dos organismos patogênicos.
    Sem dúvida, é um bom item que devemos ter em nossa farmácia de aquarista, já que é muito eficaz para a cicatrização de ferimentos em geral, recuperação de nadadeiras roídas por bactérias ou ataques de outros peixes, Pop eye, olhos embaçados, fungos na boca e nos olhos. Aumenta o apetite e a energia do peixe.

    Flor de Melaleuca alternifolia. Foto de Essentially Australia

    Outro ponto importante é que não prejudica as bactérias do filtro, não altera o pH e a coloração da água, sendo bastante seguro para os peixes e plantas. Possui também um odor característico muito agradável.
    O Melafix comercial não está mais disponível para nós, mas podemos fazê-lo em nossa casa utilizando:
    • Óleo de Melaleuca – encontrado em farmácias de produtos naturais, em frascos de 10 ml
    • Etanol 70% (100 ml) – encontrado em algumas farmácias de manipulação.
    • Água destilada ou filtrada para completar o volume da solução para 1 litro.
    Apenas misture todos os componentes, na ordem: óleo, etanol e água.
    O frasco a receber a solução deverá ser escuro e esterilizado com água fervente, a fim de evitar que o medicamento seja contaminado com fungos ou outro organismo. É necessária uma embalagem escura, pelo fato de que óleos essenciais são sensíveis à luz e sofrem degradação com a mesma. Na falta de um frasco âmbar, você pode encapar o vidro com papel-alumínio ou guardar o frasco dentro de um armário escuro.

    Óleo de Melaleuca

    No momento do uso, apenas agite. A dose a ser utilizada é a mesma do Melafix comercial, ou seja, 5 ml para cada 40 litros de água, por 7 dias consecutivos. A dose calculada deve ser adicionada diariamente no aquário durante esse período, efetuando-se uma TPA de 50% ao término do tratamento. Não esquecer também de retirar do filtro o Purigen e o carvão ativado, para que estes não absorvam o medicamento.
    Importante: Caso tenha Betta e outros Anabantídeos (Gourami, Colisa, Tricogáster, Peixe paraíso, entre outros), que fazem respiração de ar atmosférico via órgão labirinto, é sugerido que se utilize metade da dose recomendada. Principalmente se mantidos em pequenos aquários ou ambientes de baixa circulação de água, uma vez que a medicação utilizada poderá criar uma película na superfície da água, podendo prejudicar as brânquias e órgão labirinto do peixe.
    * Órgão labirinto: órgão comum em peixes Anabantídeos formado por uma modificação no primeiro arco branquial, altamente vascularizado e ricamente irrigado por vasos sanguíneos, que faz com que o ar passe bem próximo da corrente sanguínea, proporcionando a troca de oxigênio com o sangue por meio de difusão. A estrutura do órgão varia de complexidade entre as espécies, tendendo a ser mais desenvolvido em espécimes que habitam ambiente privado de oxigênio.


    Referencia
    Artigo publicado por Rosana Ferreira
    No site http://www.aquarismopaulista.com/melafix-caseiro/
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