Acará Bandeira Frenatus! Cardume de Neons Lago de Carpas Oscar Peixe Palhaço/Nemo

Agulhinha (Dermogenys pusilla)

O peixe agulha está diretamente relacionado com a família dos cavalo-marinho. Com um comprimento de 2,5 cm a 30 cm, estes animais pequenos são absolutamente surpreendentes.

São possivelmente um dos peixes mais lentos do oceano; eles se movem por meio de pequenas barbatanas peitorais que podem vibrar até 35 vezes por segundo. Suas presas, portanto, são animais pequenos e muito lentos. Para poder captura-los, eles substituem a velocidade de um ataque para um grande poder de sucção de precisão milimétrica. Um jovem peixe agulha dedica 10 horas diárias à alimentação e durante este período pode se alimentar de 3.600 filhotes de camarão microscópicos ao redor.
O Agulhinha é um peixe muito bonito, e que também é muito confundido com o peixe Agulha, vocês podem nota a diferença em sua boca, o Agulhinha tem apenas a parte de baixo comprida, já o Agulha tem ambas as partes compridas. 

 
Dermogenys pusilla

Nome Popular: Agulhinha, Agulhinha prata.
Nome Científico: Dermogenys pusilla
Família: Hemiramphidae
Origem: Índia, Mianmar, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Filipinas, Malásia e Indonésia.
Sociabilidade: Casal ou grupo
Comportamento: Agressivo
pH: 6,0 a 7,0
Temperatura: 24 a 28ºC
Dieta Onívoro
Tamanho do Peixe: Macho 5cm | Fêmea 7cm

Dimorfismo Sexual: A nadadeira anal do macho é modificada (andropódio), ela é semelhante ao gonopódio dos poecilídeos e é utilizada com a mesma finalidade, auxiliar na cópula. As fêmeas são maiores e possuem a nadadeira anal sem nenhuma modificação.

Reprodução: Embora aconteça com certa frequência em aquários, a reprodução não é tão fácil de se obter como no caso dos poecilídeos. A dificuldade não reside em induzir a reprodução e sim na frequência com que as fêmeas liberam os alevinos antes do tempo, aparentemente isto está diretamente relacionado à nutrição do peixe - algumas pessoas apontam a deficiência de vitamina D como a causa para tal acontecimento. Sendo assim, certifique-se de oferecer uma dieta variada e de alta qualidade, outro fator de grande influência é o estresse.
O período entre a cópula e a liberação dos alevinos é altamente influenciado pela temperatura e pode variar de 3 a 6 semanas, o
s adultos não cuidam dos filhotes e irão comer os mesmos se tiverem a oportunidade, então devem ser separados deles. São liberados de 10 a 20 alevinos por vez.
Alimentos vivos de pequeno porte (micro-vermes, náuplios de artêmia, etc) e rações específicas devem ser oferecidas aos filhotes que, com o tempo, passam a aceitar alimentos cada vez maiores.

Recomenda-se usar filtro interno de espuma ou então colocar perlon na entrada de água do filtro externo para evitar sugar os filhotes quando em aquários próprios para reprodução.

Algumas Informações, retirada do site: http://www.sekaiscaping.com
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Acará Severo ( Cichlasoma severum)

Este ciclídeo de água alcalina tem um belo formato e cor mas como muitos ciclídeos não recomendo peixes muito menores que ele no mesmo aquário, mesmo sendo um aquário grande. Companheiros ideais são peixes como acará festivo, gouramis laranja e azuis (machos de preferência) e outros peixes de agressividade compatível e velozes, podendo tambem colocar peixes maiores como Oscar, Jack Dempsey, Peixe Faca, etc. Alimentar este peixe é fácil: aceita flocos, bits, pellets e dar artêmias de vez em quando é muito recomendável.

cichlasoma-severum

Nome Popular: Acará Severo
Nome Científico: Cichlasoma severum
Família: Cichlidae (Ciclídeos)
Origem: Brasil (Bacia Amazônica)
Sociabilidade: Solitário, Casal
Comportamento: Territorial e agressivo quando colocado com da mesma espécie.
pH: 6,7 ~ 7,2
Temperatura: 24º a 27°C
Dieta: Onívoro
Tamanho do Peixe: 20 cm

Reprodução: Ovíparo. A reprodução não é muito difícil, a parte mais complicada é a formarão do casal, o macho costuma ter sua nadadeira dorsal mais longa e com filamentos, além de ser maior que a fêmea que possui o final da nadadeira dorsal mais arredondado. O casal escolhe o local da postura dos ovos, normalmente uma superfície lisa, a fêmea deposita os ovos e o macho os fertiliza logo em seguida, alguns casais cuidam dos ovos e depois dos filhotes, outros acabam devorando-os. Para evitar que os ovos e ou os filhotes sejam devorados retire os pais.
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Acará piranga (Heros efasciatu)

O Acará piranga tem Corpo oval e cumprido lateralmente com formas das nadadeiras típicas dos ciclídeos, dois olhos grandes e boca pequena. Apresenta oito ou nove faixas pretas verticais que percorrem o corpo, mais acentuadas nos juvenis e quando adultos são mais visíveis na parte inferior, especialmente próximo a nadadeira caudal. Possuem olhos vermelho brilhantes. Sua coloração em forma selvagem é bastante variável, normalmente esverdeado a turquesa.

Habita ambiente lêntico, como zonas inundadas e estuários. Eventualmente pode frequentar água salobra.

Seu comércio como peixe ornamental é bastante comum, podendo ser apresentado na variação dourada ou mais recentemente a variedade vermelha conhecido popularmente como “red spotted”.

E. fasciatus muitas vezes são classificados erroneamente como Heros severus, geralmente uma mistura de espécimes regionais ou híbridos. Sabe-se que os métodos de reprodução das duas espécies são diferentes, enquanto H. severus é um encubador bucal, H. efasciatus dispersa seus ovos e larvas entre plantas e raízes (questionável).

Morfologicamente existe diferenças entre as duas espécies, enquanto H. efasciatus é maior que H. severus, o primeiro apresenta uma ampla gama de cores, principalmente entre espécimes criados em cativeiro, a partir de sua forma selvagem verde. Espécimes apresentando coloração ouro, recentemente o leucistico vermelho, são derivados de H. efasciatus, enquanto H. severus normalmente apresenta coloração creme pálido a marrom claro ou escuro.

Heros efasciatu

Nome Popular: Acará piranga, Acará-peba, Acará preto
Nome Científico: Heros efasciatu
Família: Cichlidae
Origem: Brasil, Guiana Francesa (questionável) e Peru
Sociabilidade: Solitário, Casal
Comportamento: Pacífico
pH: 5.5 – 7.0
Temperatura: 24°C – 32°C
Dieta: Onívoro
Tamanho do Peixe: 20 a 25 cm
Reprodução

• Ovíparo • maturidade sexual: menor que 12 meses
• local: Estabelece ovos em plantas e raízes • fertilização: externa
• Ovos e larvas: cerca de 200 ovos, eclodem em até 3 dias; larvas nadam livremente após 4 dias.
• Acasalamento e comportamento de copulação: estes peixes podem ser difícil formar casal e uma vez formado qualquer alteração no ambiente poderá desfazer esta ligação; fêmea desovará em alguma superfície plana (tronco, pedra) onde os ovos serão fertilizados no mesmo instante pelo macho.
• Papel Reprodutivo: pais cuidam da progênie, cuidado parental pode durar até seis semanas
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Acará Joia (Hemichromis bimaculatus)

Acará Jóia é um peixe lindo e de cores bem definidas quando bem adapitados. Peixe muito resistente e que se reproduz facilmente. Apesar de seu porte médio, exige bastante espaço, caso queira mantê-lo com outros peixes, recomendasse pesquisar o nível de agressividade dos demais peixes no qual manterão juntos... O acará jóia é originário do oeste africano. Prefere iluminação baixa e tocas para se esconder, é um peixe de agressividade média baixa, porem si torna bem territorial no período de reprodução, o que é bem comum na família dos ciclideos.


 

                                                                                                                                                                                  
Nome Popular: Acará Joia
Nome Científico:Hemichromis bimaculatus
Família:Cichlidae
Origem:África
Sociabilidade:Solitário, Casal, comunitário
Comportamento:Territorial e agressivo
pH:6,2 ~ 8,0
Temperatura:22º a 27°C
Dieta:Onívoro
Tamanho do Peixe:23~15 cm

Reprodução:
Ovíparo -A reprodução do acara joia e de certa forma fácil, desde que esteja bem avontade ao forma-se o casal e chegado ao momento da reprodução, a sua coloração fica bem intensa e bem chamativa. Escolhem um local, normalmente superfície de rochas (geralmente lisas) ou plantas, e iniciam a limpeza da área. Fêmea libera os ovos e macho fertiliza logo em seguida. Podem liberar até 600 ovos, que eclodirão cerca de 48 horas após, durante este período o macho defenderá a área enquanto a fêmea os ovos podendo haver revezamento. Antes dos alevinos estarem nadando livremente, os pais fazem uma série de pequenas depressões rasas no substrato movendo a ninhada constantemente de local. Os pais cuidam da progênie por duas ou três semanas seguintes.
O dimorfismo sexual da espécie é pouco evidente, machos apresentam coloração azul reticulada no meio das nadadeiras e apresentam nadadeira dorsal e anal ligeiramente mais longas e pontiagudas.
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Acará Disco (Symphysodon discus)

Acará Disco é peixe achatado e redondo como um prato. A coloração geral varia de alaranjado até azul-esverdeado, com oito barras verticais. A cabeça, os opérculos e o dorso são cobertos de linhas irregulares de brilho intenso, que vão do cinza até o verde claro. As nanadeiras dorsal e anal, que na base se confundem com o corpo, são cobertas pelas mesmas linhas. A nadadeira caudal é transparente. Dizem, sem nenhuma prova definitiva, que o macho é mais colorido que a fêmea. Este peixe é um dos mais belos.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                
Nome Popular: Acará Disco
Nome Científico:Symphysodon discus
Família:Cichlidae
Origem:Amazonas
Sociabilidade:Casal, Cardume
Comportamento:Agressivo
pH:5,5 - 6,8
Temperatura:21 a 29°C
Dieta:Carnívoro
Tamanho do Peixe:20cm

Reprodução: vivíparo e cuida da prole. A desova se processa exatamente como a do acará-bandeira e parece que nos primeiros dias de vida os filhotes se alimentam do muco que envolve a pele dos pais. O ritual do acasalamento é caracterizado pela limpeza do local de desova (também chamado de "ninho"), as bocas do casal unem-se e dá-se então a postura dos ovos por parte da fêmea, numa pedra, planta, num bocado de madeira ou mesmo no vidro do aquário. Logo após a postura e o macho proceder à fertilização, surge o primeiro perigo para os ovos. Uma coisa é certa, separando-os dos pais, não conseguem sobreviver. Como todos os ciclídeos, os pais não devem ser molestados durante a incubação ou criação dos filhotes, pois estes serão imediatamente devorados.

Habitat: águas pouco profundas nos igarapés do rio amazonas e seus afluentes, com grande quantidade de sais minerais e matéria orgânica, que tornam a água escura em meio a troncos e raízes de árvores submersas.
Hábitos - é um peixe acostumado a viver em cardumes com cerca de 20 (vinte) exemplares, estabelecendo-se uma hierarquia onde o peixe maior será dominante, este pode ser macho ou fêmea, seguindo-se sub-chefes. Essa hierarquia é baseada no tamanho de cada exemplar e apresenta  sua  maior  importância  na alimentação onde
 
geralmente os peixes maiores se alimentam primeiro. Quando um exemplar recebe uma intimidação de outro hierarquicamente acima dele este se curva para trás deixando o ventre passível ao ataque, essa é uma forma de um exemplar se submeter ao outro, lembrando que não há agressão, é somente um meio de mostrar "quem é que manda".

Alimentação: carnívoro, prefere, em sua dieta principalmente alimentos vivos. É muito exigente no regime alimentar, pois quando não gosta da comida, prefere deixar-se morrer de fome. Cada exemplar tem paladar diferente e é preciso adivinhar do que é que ele gosta. Um, só come tubifex, outro só come pequenos barrigudinhos, outro tem marcada preferência por larvas de mosquito, etc. Se forem habituados desde pequenos com um tipo de alimentação seca, não terão tanto luxo terminando até por vir comer na mão do dono.
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Boca de fogo (Thorichthys meeki)

Boca de fogo esse seu nome deve-se a forte coloração vermelho fogo na parte inferior da boca, além disso, possui uma mancha preta na metade inferior de seu opérculo, o resto de seu corpo possui uma coloração cinzenta azulada com pequenas machas pretas longitudinais. O aquário deve ser montado com muitas rochas, formando verdadeiras tocas, além disso, plantas são muito bem vindas, estas devem ser bem enraizadas e resistentes, pois possuem o hábito de revirar o substrato em busca de alimento, um substrato de areia fina é o mais indicado. No período reprodutivo o casal torna-se muito agressivo. Devido ao seu temperamento deve se mantê-lo com peixes semelhantes em tamanho e temperamento.

Thorichthys meeki

Nome Popular: Boca de fogo
Nome Científico: Thorichthys meeki
Família: Ciclídeos
Habitat: Guatemala, Yucatan
Sociabilidade: Solitário, casal
Comportamento: Agressivo, territorialista
pH: 6,6 ~ 7,5
Temperatura: 24º a 27°C
Dieta: Onívoro
Tamanho do Peixe: 12cm

Reprodução:
A reprodução ocorre facilmente em cativeiro desde que a fêmea aceite o macho. A fêmea depositará de 100 á 500 ovos sobre uma superfície que eles irão limpar, logo, o macho liberta o sêmen sobre os ovos fertilizando-os (uma pedra lisa dentro de uma toca é uma grande estimulo para a reprodução). A fêmea tomara conta dos ovos e o macho ficara em suas proximidades os protegendo de qualquer intruso que entre em seu território. Passados dois dias os ovos eclodem e dão então lugar aos alevinos que começam a nadar ao final de 5 dias. Os alevinos crescem rápido, sempre debaixo do olhar atento dos pais e quando atingem 8 cm já estão sexualmente maduros. A coloração dos filhotes é mais prateada com toques azulados, com o passar dos tempos vai ganhando mais cor, principalmente o vermelho abaixo de sua boca. Os machos são maiores que as fêmeas e possuem as cores mais fortes, além de possuírem as nadadeiras anais e caudais mais longas. Um par saudável pode se reproduzir até cinco vezes ao ano.
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Acará Bererê (Mesonauta festivus)

O Acará Bererê é realmente um belo peixe. A coloração básica varia do amarelo ao verde-oliva, com seis bandas verticais, escuras. Uma faixa preta, oblíqua, o atravessa do canto da boca até à ponta dorsal. As nadadeiras são amareladas, com pintas marrons e brancas. Atingem 12 cm de comprimento.


Imagem: Google.

Nome Popular: Acará Bererê
Nome Científico: Mesonauta festivus
Família: Cichlidae (Ciclídeos)
Origem: Amazônia
Sociabilidade: Casal ou Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6,4 a 6,8
Temperatura: 20° a 27°C
Dieta Onívoro
Tamanho do Peixe: 15 cm
Reprodução

Ovípara e cuida da prole. Não é tão fácil a sua reprodução, que se processa conforme o dito para a espécie anterior, mas há chances de que se acasale se for bem alimentado com minhocas. O macho se conhece pela dorsal bem mais pontuda e a fêmea apresenta a papila genital (uma saliência no ventre) mais larga e bem visível enquanto que a do macho é diminuta e em forma de um ponto. Além disso, possui as nadadeiras mais longas.

• Informações adicionais: São ciclídeos tímidos que podem passar boa parte do tempo escondidos até estarem totalmente habituados ao aquário. É uma espécie bastante atraente, principalmente pela presença da tarja negra desde sua boca até próximo a nadadeira dorsal.

São relativamente pacíficos, podendo compartilhar o mesmo aquário com outras espécies pacíficas. Podem compartilhar aquário com peixes menores (variável), desde que habituados desde juvenis com a presença de peixes menores e os mantenha bem alimentado.

Aquário deverá possuir presença de vegetação abundante, incluindo plantas flutuantes, criando zonas sombrias. Troncos e rochas também podem ser utilizados como decoração simulando seu ambiente natural.
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Acará Bandeira (Pterophyllum scalare)

O Acará Bandeira tem uma coloração brilhante do Bandeira é compensada pelo seu exclusivo e lindo conjunto de barbatanas, e pela variedade de padrões que foram desenvolvidos ao longo de décadas de cruzamento seletivo. O Acará-bandeira é um dos mais populares peixes de água tropical doce. Considerado por muitos o aristocrata dos aquários, este peixe transformou-se numa dor de cabeça para os ictiologistas e aquariófilos, pois sob a mesma forma e igualdade de colorido foram descobertas três espécies diferentes: P. scalare , P. eimekei e P. altum . As diferenças são pouco aparentes para os aquaristas menos avisados, já que tudo parece limitar-se à quantidade de escamas e raios das nadadeiras. É realmente o príncipe dos aquários, pelo seu porte majestoso, elegância no nadar e inusitada beleza. O corpo, muito alto e achatado dos lados, praticamente emenda com as nadadeiras dorsal e anal. Três listras verticais , pretas, sobre fundo prateado, olhos vermelhos e longos filamentos nas nadadeiras pélvicas, completam o conjunto. Atinge o tamanho de 15 cm .


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Nome Popular: Acará Bandeira
Nome Científico: Pterophyllum scalare
Família: Cichlidae (Ciclídeos)
Origem: Amazônia
Sociabilidade: Casal ou Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6,8 a 7,0
Temperatura: 20 a 32ºC
Dieta Onívoro
Tamanho do Peixe: 15 cm

Hábitos:
peixe pacífico, se bem que não se deva confiar nele em companhia de outros menores. É um tanto temperamental, às vezes fica parado na parte traseira do aquário, não significando necessariamente que esteja   doente. O que acontece é que se assustam facilmente, principalmente os mais velhos.  Gostam de ficar em grupos.

Reprodução: Ovíparo, Aparentemente não há dimorfismo sexual. A agressividade e territorialidade são manifestadas principalmente na época da reprodução, onde protegem seus ninhos e filhotes com grande ferocidade. A fêmea deposita os ovos aderentes no local de postura, enquanto o macho os fertiliza. Os ovos São postos nas folhas das plantas ou em tubos de vidro, pintados de branco, imitando raízes aquáticas. Os filhotes são vigiados pelos pais até à adolescência. Com a idade de trinta dias ainda não adquiriram o aspecto característico dos adultos, parecendo mais um ciclídeo comum. A reprodução se torna simples quando encontrarmos o par certo para o acasalamento. Como a distinção dos sexos é extremamente difícil, deve-se adquirir pelo menos 6 exemplares e observar por algum tempo o casal que se formou.  O par estará sempre junto e tentando expulsar outros peixes por perto. Este é um sinal que o par vai acasalar. Se o aquarista puder ajudar,  as chances da desova  ter sucesso é grande em um aquário comunitário. Geralmente os Bandeiras desovam em vidros ou troncos, e protegem os ovos bravamente. Se não possuir peixes predadores, terá tempo de acompanhar a desova e algumas horas depois pode retirar com ajuda de uma mangueirinha sugando-os para um outro aquário onde acontecerá a eclosão (três dias depois da desova), já que neste ponto não se faz mais necessário a presença dos pais. O aquário de reprodução deve ter apenas equipamentos obrigatórios (inclusive um filtro biológico de espuma) com uma temperatura da água igual a de onde foi retirado os ovos. Gradativamente o aquarista deve corrigir essa temperatura a 28 graus. A água também deve ser do aquário de origem, para que os ovos não corram o risco de variações violentas de condições da água.  Após a eclosão os alevinos, ainda permanecerão com o saco vitelino e grudados em qualquer o parte do aquário, devemos usar uma oxigenação e movimentação da água bem fraca.  Devemos retirar os ovos "gorados" (os brancos opacos) para que não prejudiquem os fecundados. A natação livre dos alevinos será após três dias da eclosão e o aquarista deverá alimenta-los  imediatamente depois que perderem o saco vitelino com nauplius de artemias eclodidas na hora.  Deve-se calcular os dias exatos da eclosão tanto dos bandeiras como das Artemias, para que você não fique sem poder alimenta-los após a natação livre dos alevinos.  Apenas depois de 20 dias, poderemos mudar a dieta dos Bandeiras com rações para filhotes.


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Abramites (Abramites hypselonotus)

O Abramites é um peixe muito bonito e interessante. Com seu hábito de nadar a 45º olhando para baixo, chegando às vezes a nadar na vertical, torna-se também um peixe muito diferente. Gosta de muito espaço para nadar e de alguma correnteza. É extremamente resistente, já passou por todas as minhas barbaridades aquarísticas, desde aquários pequenos, mudanças de pH e temperatura, até picos extremos de amônia. Apesar de algumas fontes dizerem que deve ser mantido em cardumes, outras dizem que são agressivos com membros da mesma espécie. Mantenho um espécime de 10cm em um aquário comunitário, junto com peixes menores e Acarás-Disco selvagens. Ele nunca interage de forma alguma com qualquer outro peixe, ignorando completamente sua existência, com exceção dos discos. Talvez por ter padrão de cor parecido com eles (cor amarronzada e listras, além do tamanho compatível), ele frequentemente desafia o líder do cardume, num ritual interessante em que ambos nadam na mesma direção, um empurrando o outro. O abramites nessa ocasião abre bem a boca e as barbatanas, mas nunca ataca diretamente seu adversário. É onívoro e come bastante. Adora e devora em instantes rações em flocos, TetraBits, BottonFish, comida viva, legumes, como pepinos e folhagens, como alfaces. Infelizmente, tem o hábito de comer plantas do aquário, mas de forma muito seletiva. Devora rapidamente valisnérias e algumas Echinodorus, principalmente as de folhas compridas e estreitas. Gosta também de folhas jovens de Anúbias. Outras plantas são completamente ignoradas ou são comidas muito esporadicamente. Por fim, é um peixe muito inteligente, parece entender minhas intenções para com ele, se escondendo quando trago uma redinha e aparecendo quando trago comida. Muda de temperamento muito facilmente, podendo ficar tímido durante horas parado num canto do aquário, como pode passar horas nadando e dando voltas por todo canto.

Abramites hypselonotus


Nome Popular: Abramites
Nome Científico: Abramites hypselonotus
Família: anostomidae
Origem: Bacia Amazônica.
Sociabilidade: Casal ou Grupo
Comportamento: Pacífico
pH: 6,6 a 6,8
Temperatura: 24º a 30ºC
Dieta: Onívoro
Tamanho do Peixe: 14 cm

Hábitos

Se mantém a maior parte do tempo nadando em posição de 45º. Muito social, dificilmente ataca ou perturba outros peixes com natação ativa, mas ocasionalmente pode correr atrás de peixes parados no fundo como cascudos. No aquário, deve ser mantido em grupos de pelo menos 3 exemplares, para que não se sinta só.

Reprodução
Ovíparo. A distinção de sexo é muito difícil assim como sua reprodução em cativeiro.

Referência

Aquarobby
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Guarú (Phalloceros caudimaculatus)

O Guarú é conhecido popularmente como  Lebiste Selvagem, barrigudinho ou simplesmente Guarú, é um peixe facilmente encontrado em boa parte do território Brasileiro, desde aquele laguinho no meio do mato até rios maiores. Muitas vezes não possuem padrão de cor definido, sendo comum encontrá-los nas cores verde, azul, laranja e vermelho e não raramente, todas as cores no mesmo peixe. Este peixe foi espalhado no Brasil inteiro como forma de combate a larvas do mosquito transmissor da dengue, por ser um peixe muito resistente suportando água poluída e com baixo teor de oxigênio. Atualmente é muito comum encontrar variedades híbridas devido o cruzamento entre a variedade selvagem e de cativeiro.
Estes peixes não crescem muito, ficam no máximo com quatro centímetros, são rústicos e resistem à variações no ambiente; além disso, reproduz muito rápido, o que facilita a sua disseminação e sobrevivência. Seu alimento principal é a larva do mosquito conhecido como muriçoca, que vive na superfície da água.




Nome Popular:Barrigudinho
Nome Científico:Phalloceros caudimaculatus
Família:Poecilidae
Habitat:Brasil, Venezuela
Sociabilidade:Casal, Grupo
Comportamento:Pacífico, Comunitário.
pH:6,8 ~ 7,4
Temperatura:25º a 29°C
Dieta:Onívoro
Tamanho do Peixe:5cm

Reprodução: Vivíparo. As fêmeas são de um tom verde-oliva e bem maiores do que os machos. A reprodução, como em qualquer poecilídeo ocorre com relativa facilidade. A fecundação da fêmea é interna, onde o macho fertiliza a fêmea através de sua nadadeira anal modificada (gonopódio). A gestação dura entre 28 a 40 dias, quando os filhotes serão expelidos pela fêmea, nascendo totalmente formados. Uma curiosidade é que fêmeas selvagens se inseridas com machos domésticos e selvagens misturados, irão recusar os machos selvagens. Isso é possível devido o macho doméstico possuir coloração mais forte que o selvagem.

Curiosidades: Aqui no nordeste esse peixe é usado no combate contra o mosquito da dengue, e tem dado um resultado muito satisfatório, e está espalhando por todo o Brasil.
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Filtro de plantas - solução barata e natural para o equilíbrio do aquário

A foto acima mostra uma alternativa simples e barata de prover o controle de algas no aquário por excesso de nutrientes, entre outras vantagens . Trata-se de um filtro de plantas constituído por uma floreira de plástico que fica acima do nível da água do aquário. Para construí-lo basta colocarmos uma bomba submersa de baixa vazão dentro do aqua (uma bomba de 180 l/h já é suficiente para um aquário de 300 litros) . Esta bomba capta a água do aquário e joga esta água dentro do filtro de plantas . No filtro de plantas existe uma saída de água (pouco abaixo do nível da entrada ) que leva a água por gravidade de volta ao aquário


As principais vantagens de um filtro de plantas são as seguintes:

1 - Extremo auxílio no controle de algas (as plantas absorvem principalmente nitratos e fosfatos pelas raízes, passando a competir com as algas por nutrientes, realizando um processo denominado Aquaponia.

2 - Plantas também absorvem amônia e algumas podem absorver metais pesados (aguapé, por exemplo).

3 - Não alteram o ph, pois o CO2 assimilado pelas plantas não vem da água e sim do ar, pelo fato das folhas estarem emersas .

4 -
O filtro de plantas atua também como filtro mecânico (as plantas retém partículas em suas raízes) e biológico (as raízes oferecem superfície de contato para a fixação de bactérias) .

5 - É muito interessante a introdução de algumas plantas aquáticas no referido filtro, podendo o aquarista admira-las em sua forma emersa (fica muito legal o contraste quando esta planta encontrar-se na forma submersa dentro do aquário ).

6 - Existe a possibilidade de levar o filtro de plantas para uma área externa (ele não tem necessariamente que ficar em cima do aquário) - deve apenas situar-se acima do nível da água do aquário. Com isto o aquarista pode coloca-lo em um local com iluminação natural, por exemplo e introduzir plantas com excelente capacidade de retenção de nutrientes (como o agua-pé, a pistia, a salvinia, o mini papiro, etc...)

7 - Se o filtro de plantas ficar dentro de casa com iluminação ambiente, as plantas utilizadas poderão ser o lírio da paz, a jiboia, algumas echinodorus, etc...)

8 -
As plantas tendem a florir quando encontram-se em sua forma emersa (o que dá um contraste muito bonito com o aquário) .

9 - 0 filtro de plantas pode também atuar como viveiro de mudas a serem introduzidas posteriormente no aquário.

10 - Baixo custo e facilidade de construção.

Poderíamos enumerar inúmeras outras vantagens do filtro de plantas, mas deixaremos que o próprio aquarista descubra. Eu já usei e recomendo .
Alerto entretanto, que o Aquarista não deve encarar o filtro de plantas como único meio de filtragem em um aquário. Diversos outros fatores influem como população, tipo de peixes, etc...

Fonte: Aquablog
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Acanthurus Achilles Shaw

Os acanthurus apresentam geralmente, corpo alto e afilado no sentido lateral com a região dorsal sempre convexa, ornamentada por longa barbatana; sua mais marcante peculiaridade é a presença de uma lâmina, afiada, posicionada em sentido obliquo no pedúnculo caudal. Esta lâmina, com a qual o peixe se defende com rápidos golpes laterais, pode ferir seriamente seus agressores. Sempre, esta lâmina é de cor bem contrastante ou mais forte que a cor do peixe.
O Acanthurus é dotado de pequena boca terminal, com quase sempre a aparência de um bico.




Nome Popular: Acanthurus - Aquilles
Nome Científico: Acanthurus Achilles Shaw
Familia: Acanthuridae
Habitat: Pacífico, do Havaí às Filipinas e China.
Densidade da Água: 1,023 a 1,025 Dh
Comportamento: Pacífico
pH: 8,0 a 9,0
Temperatura: 24ºC a 26ºC
Dieta: Onivoro
Tamanho Máximo do Peixe: ??

TípicasPossui marcas vermelhas brilhantes e os jovens, cores mais pálidas ou sombreadas.
Difícil de ser encontrado em lojas de aquários, como os membros da sua família, tem boa resistência em cativeiro, é de fácil trato e pode chegar a viver bastante tempo.
Melhor adaptado em aquários grandes, pois é territorial, mas sem problemas com os demais ocupantes.

Sociabilidade
Os Acanthurus, são peixes que gostam de movimento, por isso, necessitam de bastante espaço no aquário. São peixes extremamente territoriais, pelo que recomendamos a manutenção de um único espécime num mesmo aquário.
Adapta-se muito bem com peixes de outras famílias (inclusive pequenos), mas não deve ser colocado junto com invertebrados (spirografes, estrelas, camarões e outros).

Alimentação

Na natureza, alimentam-se principalmente de algas que se incrustam nos corais, e algas filamentosas. Evidentemente, as algas verdes presentes no aquário, não serão suficientes para alimentá-los. Podemos suprir esta falta com espinafre, alface e plantas aquáticas tenras de água doce.
Os Acanthurus aceitam também alimentos de origem animal, como camarão, artêmias, tubiflex, carne de peixe, etc. A aclimatação dessa família não vem a ser tarefa muito difícil, procure sempre exemplares mais jovens, e mantenha sua dieta o mais próximo possível da natural.
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Donzela Azul

Os Donzelas, são dos menores peixes encontrados nos mares tropicais e nos bancos ou recifes de corais, São territoriais, defendem seu pedaço com valentia e ferocidade. Andam só ou em cardumes. Alguns vivem em simbiose com anêmonas do mar, entre seus tentáculos, que na olhe fazem mal.
São talvez, os melhores peixes para principiantes. A maioria desses peixes é de um colorido brilhante, oriundo das cores vermelha, verde e violeta. Estão entre os primeiros peixes marinhos a desovarem e serem criados em aquários. São muito resistentes, inclusive aos nitritos.


Nome Popular:Donzela Azul
Nome Científico:Abudefduf assimilis
Família:Pomacentridae
Habitat:Filipinas
Densidade da Água:1.023 a 1.025
Comportamento:territoriais
pH:8,8 ~ 9,0
Temperatura:24 ~ 27 ºC
Dieta:Podem ser carnívoros ou herbívoros, mas a maioria é onívora
Tamanho Máximo do Peixe:5cm



Particularidades: É um dos mais resistentes, sendo indicado para aquários com filtro biológico, no seu período de maturação. É bastante agressivo e territorial.

Características Típicas: É azul brilhante com uma fina risca preta sobre os olhos e a parte debaixo do corpo de um amarelo pálido.
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Aquariofilia ligado a educação de Jovens do Ensino Fundamental e Médio.

Autor
Anderson Felipe Borges

Objetivo
Mostrar como um simples aquário pode ser utilizado como material didático, possibilitando a aprendizagem de matérias do ensino Fundamental e Médio.

Introdução

Um aquário é a única forma de trazer para casa um elemento vivo da natureza sem causar qualquer problema em particular. Não existe outro hobby como o aquário, que nos ofereça a possibilidade de viver diariamente em contato com a natureza, ter um aquário requer alguns conhecimentos básicos.
Através de um tanque podemos construir, no interior de nossas casas, parte de um mundo fascinante e, até certo ponto, desconhecido. Um aquário é um pequeno local, a princípio artificial, mas que a partir dos primeiros dias depois de montado vai criando uma biologia própria e vai se transformando como um pequeno pedaço de rio ou de lago. Os peixes no aquário, longe dos predadores naturais, encontram um ótimo habitat para a vida, o crescimento, o desenvolvimento e para a reprodução.
O Aquarismo que conhecemos sofreu grandes mudanças e adaptações evoluindo para novas vertentes. Hoje em dia, podemos encontrar vários estilos de aquários: Aquário Comunitário, Marinho, Biótopo, Ciclideos Africanos e Americanos e os belos aquários Plantados onde dentro deste estilo se encontram Sub-estilos como o Nature Aquarium e o Holandês.
Neste trabalho iremos focar nos aquários plantados e mostrar como simples, porém belos aquários são capazes de irem além, possibilitando o uso como material didático em escolas do ensino Fundamental e Médio, estimulando crianças e jovens a pensarem e verem com seus próprios olhos a fotossíntese de uma planta aquática, os vários tipos de algas e o principal conscientizarem seus alunos nesta época de seca que o Estado de São Paulo vive, sobre a
preservação Ambiental. O aquário se torna tão abrangente que pode ser usado em quase todas as áreas do Ensino Fundamental e Médio como: Matemática, Química, Física, Historia, Educação Artística, Educação Ambiental e Principalmente Biologia.

Definição de Aquários
Aquário Comunitário: Onde vivem peixes e plantas de diversas espécies, independente de seu lugar de origem.


Aquário Marinho: simula um ambiente marinho ou oceânico


Aquário Biótopo: Onde estão reunidos peixes e plantas que pertencem a um mesmo habitat, com o fim de recriar um determinado ambiente.


Aquário Ciclideos Africanos e Americanos: Aquário de peixes com alto PH acima de 7.8


Aquário Plantado: Seguindo a estética japonesa, relacionando-se com representações simbólicas de aspectos da natureza e procurando um equilíbrio orgânico entre os vários elementos.

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Foto: Aquário de Anderson Felipe Borges, 9ºColocado Categoria Amador CAAQ-Brasil.
14º Colocado Categoria Profissional CPAQ-São Paulo


A Historia da Aquariofilia.

As raízes da aquariofilia surgiram muito antes do que podemos pensar, esta prática teve inicio em um povo muito antigo, os sumérios foram a primeira civilização conhecido a dar inicio à aquacultura. Os sumérios capturavam os peixes e mantinham-nos nos tanques para sua conservação para utilização como fonte de alimento.
A civilização egípcia nasceu próxima do Rio Nilo, onde foi possível encontrar testemunhos de arqueólogos que levam a pensar em praticas de adivinhação baseadas no comportamento dos peixes. Nas gravuras descobertas, estavam
grandes tanques de vidro com peixes associados a rituais mágicos, como a adivinhação das cheias do Rio Nilo por parte dos astrólogos, embora também se usassem esses tanques como reserva de alimento.
A aquariofilia na civilização grega herdou muitos dos conhecimentos e praticas dos egípcios. Assim, os peixes continuaram a ser alvo de observações cientificas. Através de Aristóteles a aquariofilia continuou seu desenvolvimento, Aristóteles dedicou parte do seu estudo cientifico a está temática; os peixes de aquário foram estudados e classificados em mais de cem espécies diferentes com base nos peixes existentes no mar Egeu. Aristóteles catalogou 115 espécies de peixes e considera-se essa época como precursora do surgimento da Ciência que hoje conhecemos como Ictiologia, ou seja, o estudo dos peixes que é um dos braços da Biologia.
Sua Classificação era muito rudimentar baseando-se nas cores, no tamanho ou formato dos espécimes. O povo romano, apaixonado pelos costumes exóticos que foram trazidos das regiões mais recônditas do Império, deixou-se seduzir completamente pela pratica do aquarismo sendo o primeiro povo a manter tanques de agua salgada. Os romanos fizeram uma das mais importantes alterações no que diz respeito ao nascimento do aquário: substituíram um dos lados dos tanques por uma superfície em vidro, que lhes dava uma melhor visão dos peixes. Ulizando peixes de forma estética em suas casas.
Com viagens de Marco Polo no século XIII trouxe testemunhos de praticas orientais (chineses) que criavam peixes em tanques de vidro. Este fascínio centrava-se numa espécie de peixe criado em cativeiro e que até ai era desconhecido na Europa: o Carassius Douratus (peixe dourado). Um pouco mais tarde na china no século XVI, escreveu o primeiro livro sobre peixes: o “Livro dos Peixes, Vermelhos” de Chang Chi En-Tê. Nessa obra surgem curiosas instruções sobre como criar e alimentar peixes em aquário. Tratou-se do verdadeiro pioneiro da aquariofilia.
No Japão houve o desenvolvimento do cultivo de carpas, Cyprinius Carpio, espécie-prima do peixe japonês onde também foram muito melhoradas.


Foto: Cyprinius Carpio

Desenvolveram as Nishikigoi, que significa, aproximadamente, carpa ornamentada com brocado

Foto: Nishikigoi

Ainda hoje ambas as espécies são alvo de muitos aficionados pelo aquarismo, sendo cada vez mais aperfeiçoadas, fazendo alguns exemplares alcançarem exorbitantes cifras (carpas senis com uma coloração perfeita, em campeonatos, chegam à casa dos milhares de dólares).
O aquarismo continuava se aperfeiçoando, mas ainda contava com técnicas muito rudimentares. Lamparinas de querosene ou bicos de gás eram colocados sobre os aquários, com o intuito de aquecer os pobres peixes. Nessa época Séculos XV ao XIX não havia eletricidade na Europa, china e Japão, mas espécies tropicais estavam sendo domesticadas, e o “hobby” estava se tornando cada vez mais popular.
Quando surgiu a eletricidade, no século XX, os aquários começaram a dar aos peixes mais conforto, pois já estavam inventando alguns aquecedores rudimentares, junto com uma iluminação precária. De 1900 em diante, o Aquarismo conhece um desenvolvimento considerável.
Deve-se ao célebre biólogo Carlos Lineu o triunfo da pratica da aquariofilia na Europa, em pleno século XVIII. Interessado em classificar o maior numero possível de animais existentes na terra, Lineu criou um sistema de classificação dos peixes que ainda hoje é utilizado. A sua taxonomia envolvia a classificação dos peixes por género e espécie.
O aparecimento dos aquários, foi na sequencia dos estudos de Carlos Lineu, no século XIX, surgiram os primeiros aquários com formato e utilização tais como os conhecemos hoje. No século XIX, foi bastante prolífico em relação a descobertas sobre manutenção de peixes ornamentais. Em 1850, Robert Warington publicou as suas descobertas sobre como manter um ambiente estável num aquário. Em 1854, surgiu pela primeira vez a palavra “Aquário” empregada por Philip Gosse, um naturalista britânico no seu Livro “The Aquarium: An Unveiling of the Wonders of the Deep Sea”.
Em 1874 o norte-americano William Thorton Innes foi o autor do primeiro tratado de aquariofilia “Exotic Aquarium Fishes”, onde se classificam os peixes de aquário cuja criação se tornava viável em boas condições e neste mesmo ano W.T.Innes, publicou o seu livro “Exotic Aquarium Fishes” que veio revolucionar o mundo da aquariofilia.
Na Europa, davam-se os primeiros passos na construção dos primeiros aquários públicos. No ano de 1852 foi construído em Londres o primeiro aquário publico, na Lodon Zoological Society.
Ter um aquário em casa tornou-se então uma moda na Inglaterra vitoriana de finais do século. A partir daí os aquários começaram a ser fabricados de uma forma cada vez mais sofisticada. Atualmente, esta pratica está difundida por todo o mundo com as mais variadas intenções: estética, cientificas e até terapêuticas.
Nos Estados Unidos, aquaristas como William Thorton Innes fizeram surgir a “Primeira Sociedade de Aquariofilia de Peixes Tropicais”. Neste país o aquarismo conheceu grande desenvolvimento.
Somente em 1922 o Brasil conhece sua primeira exposição de peixes, na Exposição da Independência, na qual os japoneses exibiram seus belíssimos exemplares de carpas e kinguios em aquários, causando impacto e despertando interesse de muitas pessoas. Essa atividade por aqui era inédita.
Em 1934, um alemão radicado no Brasil fundou a primeira loja especializada em peixes ornamentais.
Atualmente a tecnologia aquaristica mundial encontra-se muito aperfeiçoada e em franco desenvolvimento, principalmente nos Estados Unidos e Alemanha detentores de tecnologia de ponta, o que nos permite criar de um simples peixe-japonês até um complexo aquário marinho ou plantado com delicadíssimas espécies de corais, esponjas, outros invertebrados, plantas e peixes. Com o tempo o uso de plantas em aquários foi sendo utilizado com maior frequência e com Takashi Amano considerado o Mestre do Aquapaisagismo, começaram a surgir novas espécies de plantas, peixes e invertebrados inclusive algumas espécies foram descobertas pelo próprio Takashi Amano, sendo que algumas delas levam seu sobrenome.


Foto: Takashi Amano considerado pai do aquapaisagismo

   
Foto: Echinodorus tenellus "Amano"

Foto: Camarão Takashi Amano

O Aquapaisagismo ligado a educação de crianças e jovens.

O aquarismo/aquapaisagismo com o passar dos anos vem sendo utilizado de diversas formas, seja ela como reservatório de alimento, fonte de estudos
científicos como no caso de Carlos Lineu, como uma ferramenta didática, isso mesmo um material didático que escolas do Brasil e Portugal vêm usando está pratica para incentivarem seus alunos em suas salas de aula. Através deste método alunos terão que colocar a mão na massa e irão ver com seus próprios olhos como e quando acontecem muitas coisas que antes não percebiam ou não sabiam que acontecia. Nas escolas Leonardo Da Vinci, Monteiro Lobato, Vale Verde e Vitorino Roggia, localizadas no Estado do Paraná, foi possível realizar laboratórios através do aquário estimulando o trabalho em equipe além de trabalhar muito com a responsabilidade, pois nestas escolas utilizou-se um aquário para permanecer montado e o grupo de alunos responsável por este, teria que cuidar, alimentar e fazer as devidas manutenções deste aquário e a cada semana apresentar um relatório ao professor, sobre como estão os parâmetros físicos, químicos e biológicos. Algumas escolas costumam levar seus alunos para visitarem aquários, como o aquário de santos entre outros, onde alunos podem ver os animais pessoalmente e de forma ativa saindo da teoria que os livros mostram e passando a vê-los pessoalmente, identificando seu tamanho, cor e “habitat natural”. Com o auxilio destas praticas escolas visam a introdução das crianças de 3º e 4º anos no mundo da biologia aquática, mostrando lições de responsabilidade, inspirados no fascinante hobby da aquariofilia, incentivando assim noções de ecologia e preservação dos rios e mananciais da região.
Obs:Devido aos Direitos Autorais, segue abaixo o link do projeto.
Projeto de Aquariofilia nas Escolas de Palotina-PR

Em Portugal escolas levam frequentemente seus alunos a instituição “Koi Park”, onde realizam atividades envolvendo aquários e animais aquáticos. Na instituição “Koi Park” participam de atividades que incluem:
Reconhecimento de todos os biótopos aquátipos de lagos de diversos continentes: asiático, africanos, americanos, australianos.
• conhecimento da biodiversidade peixes e plantas
• reconhecimento da vida aquática
• sustentabilidade dos recursos
• Identificação geográfica através da proveniência dos peixes
• Abordagem do ciclo reprodutivo dos peixes
• Reconhecimentos de plantas marginais e aquáticas.
Instituição Koi Park

Em Portugal na Escola Daniel Sampaio, com o auxilio da comunidade conseguiu doações para montar o Clube do Biomuseu, onde seus alunos desenvolvem muitas atividades com o auxilio do aquário.
Projeto Biomuseu - Clube de Aquariofilia

A escola possui vários aquários dentre eles um aquário comunitário, onde os alunos podem encontrar uma grande diversidade de peixes e acompanhar o desenvolvimento e os vários tipos de reproduções dos peixes, ovovivíparos, ovíparos e vivíparos, além de estimular seus alunos nas disciplinas de Biologia, como a Zoologia e a Botânica (Plantas Aquáticas).

Foto:Fêmea de peixe Guppy (Lebiste)
Reprodução Vivípara

A escola Daniel Sampaio também realiza com o Clube da Pintura trabalhos de identificação de peixes através de desenhos e estimulam o trabalho em grupo e a participação de seus alunos em peças de teatro envolvendo o tema Aquariofilia.

Projeto Biomuseu - Clube de Aquariofilia

Podemos utilizar o aquário plantado de diversas maneiras procurando estimular nossos alunos em varias matérias do ensino fundamental e médio. Como por exemplo: Matemática, Física, Química, Historia, Educação Artística, Educação Ambiental e claro Biologia.

Matemática: Podemos estimular nossos alunos na aprendizagem de geometria através de calculo de volume e área, além de estimular nossos alunos á técnicas do aquapaisagismo como no calculo do ponto de ouro, ensina-los a montar um aquário plantado utilizando figuras geométricas visando colocar seus objetos e plantas em pontos focais gerando destaque e harmonia para o aquário.
Para calcularmos o ponto de ouro, basta dividir o comprimento e altura do aquário/1,618, isso nos dará o chamado ponto de ouro.

Foto: Formula que alunos deverão utilizar para calculo de área de aquários com formato geométrico
 
Foto: Utilização de figuras geométricas visando colocar plantas e objetos em pontos focais do aquário

Física: Estimular nossos alunos na montagem de instalações elétricas alem de trabalhar com cálculos de Energia e terem uma noção básica envolvendo
Amperes e Watts. Podemos também utilizar a física para que os alunos calculem quantos Watts/Litro à na água de seus aquários a fim de evitar possíveis deficiências nas plantas devido à baixa ou alta luminosidade para evitar o surgimento de possíveis algas e o mau desenvolvimento das plantas, mostrar a importância de observarmos qual o fluxo de lumens de uma lâmpada e a temperatura de cor, pois através destas especificações o aluno poderá observar qual lâmpada é melhor para sua flora e/ou fauna, além de calcular temperaturas de grau Celsius (ºC) para Kelvin (ºK).


Foto: Circuito Eletrico


Foto: Calculo de Eletricidade


Foto: Escala de temperaturas ºC, ºK,º F

Química: Podemos estimular nossos alunos a aprenderem noções de química o que pode ser muito mais fácil de ensinar se estimulados com algo que esteja em seu cotidiano e, além disso, para manter a saúde de seus peixes, plantas e do aquário em geral. Com o auxilio da química nossos alunos deverão aprender a calcular e usar mini béqueres além de soluções químicas para monitoramento de seu aquário; deverão saber o conceito e medir, PH, KH, Quantidade de Co2 e O2 dissolvido em agua. Aprender a calcular o volume do aquário para possível tratamento de doenças que peixes venham a ocorrer. Observar níveis de Amônia, Nitrito e Nitrato além de estimulados a saberem como se forma tais substancias que são extremamente toxicas para peixes e principalmente à invertebrados.
Calculo de fertilização para saberem o quanto devem dosar em seus aquários para evitarem possíveis problemas. Diferenciar e qual a função de macro e micro nutrientes.


Foto:Teste de Ph


Foto:Teste de Kh


Foto:Tabela de PHxKH e para sabermos quanto de Co2 à dissolvido em água.


Foto:Tabela de Ph

Historia: Através de trabalhos para saberem como surgiu e para que fosse utilizado o aquário desde as primeiras civilizações. Como surgiu o vidro, eletricidade.

Educação Artística: Estimular os alunos a identificarem espécies através de desenhos e desenvolver trabalhos em grupo com o auxilio de apresentações de teatro

Educação Ambiental: Neste tempo de seca que o estado de São Paulo vive acredito ser uma das matérias mais importantes, pois podemos conscientizar nossos alunos sobre cuidados que devemos ter com nossos lagos, rios, mananciais e recursos hídricos. Com a conscientização que os alunos receberão em sala de aula podemos posteriormente alcançar sua família.

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Foto: Rio Mogi Guaçu em Porto Ferreira e Cachoeira de Emas, mostrando o antes e depois da estiagem.


Foto: Foto Atual do antes e depois do Rio Mogi Guaçu em Porto Ferreira - SP.

Biologia: Podemos mostrar os vários tipos de algas que podemos encontrar em um aquário plantado, lagos ou rios além de mostrar como elas surgem e como combate-las.


Foto: Alga Cianobactéria (Alga Azul)


Foto: Material utilizado para criação de bactérias Nitrificantes.
Foto: Bactéria Nitrossomona


Foto: Bactéria Nitrobacter

Mostrar como ocorre o ciclo do Nitrogênio que é muito importante para nossa sobrevivência, porém mostrar como ele ocorre no aquário plantado.

Foto: Mostra como ocorre o Ciclo do Nitrogênio em um aquário plantado.

Mostrar ao aluno como é a fotossíntese de uma planta aquática



Foto: Plantas aquáticas realizando a fotossíntese e liberando O2.

Abordar assuntos da Ictiologia, Ictiopatologia e Taxonomia e os vários tipos de plantas aquáticas existente de mananciais, rios e lagos e identificar possíveis deficiências de plantas aquáticas.

Foto: Peixe com uma das doenças mais comuns em aquários, Ictio.


Foto: Planta aquática Blyxa Japônica

Foto: Planta aquática Aguapé muito comum em rios e lagos.

Conclusão

Durante a realização da pesquisa sobre aquariofilia pude verificar que está é uma atividade bem antiga praticada por varias civilizações. No começo a sua função era para manter animais vivos em cativeiro como fonte de alimento, adoração e/ou apenas esteticamente.
Porém, a aquariofilia deixou de ser apenas um passatempo ou um hobby e podendo ser utilizando como material didático. Sendo muito bem utilizado em escolas do estado do Paraná e em Portugal onde professores e alunos realizam inúmeros trabalhos envolvendo aquariofilia e como uma nova ferramenta pedagógica. Foi possível perceber que as praticas pedagógicas são interdisciplinares além de despertar maior interesse dos alunos, pois eles poderão verificar na pratica os conceitos aprendidos em sala de aula envolvendo diferentes áreas do conhecimento podendo colaborar para a conscientização ambiental dos estudantes.

Bibliografia

http://aquariovirtual.com/artigo/historia-da-aquariofilia
http://www.saudeanimal.com.br/artigo_luigi_aquarismo.htm
http://www.arcadenoe.pt/artigo/nascimento_do_aqu_rio/364
http://aaventuradaaquariofilia.blogspot.com.br/2010/02/os-peixes-comecaram-ser-criados-em.html
http://www.zsl.org/zsl-london-zoo/schools/education-sessions/hands-on
http://koipark.pt/visitas-de-estudo/
http://biomuseu-clubedeaquariofilia.blogspot.com.br/
http://semecpalotina.blogspot.com.br/2011/11/projeto-de-extensao-divulga.html
http://palotinapress.com.br/noticia.php?id=1570
http://www.folhadepalotina.com.br/palotina/1501-projeto-de-extensao-divulga-aquariologia-em-escolas-municipais.html
http://diarioms.com.br/aquario-pantanal-recebera-visitacao-de-alunos-de-escolas-estado/[/size]
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